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Santos cita anistia ao River e cobra isonomia da Conmebol

A entidade máxima do futebol sul-americano alegou falta de denúncia de adversários e não puniu o clube argentino por escalação irregular

Folhapress

Publicado em 24/08/2018 às 16:48

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No caso de Carlos Sánchez, a Conmebol já abriu investigação devido à reclamação do Independiente-ARG / Ivan Storti/Santos FC

O Santos enviou oficio a Conmebol nesta sexta-feira cobrando que a entidade conceda ao clube no "caso Sánchez" a mesma decisão que tomou envolvendo o jogador Bruno Zuculini, do River Plate, da Argentina.

Neste caso, a entidade máxima do futebol sul-americano alegou falta de denúncia de adversários e não puniu o clube argentino por escalação irregular.

Zuculini terá apenas que cumprir suspensão ainda nesta edição. O Santos cobra isonomia e que a Conmebol utilize o mesmo critério, suspendendo o uruguaio Carlos Sánchez no duelo contra o Independiente, da Argentina, nesta terça-feira, no Pacaembu, válido pelo jogo de volta das oitavas de final.

"O Santos deixa claro que segue com o entendimento de que o atleta Carlos Sánchez jamais atuou de forma irregular, justamente porque todo o sistema de controle da Conmebol atestava que o atleta tinha condições de jogo", diz trecho da defesa santista.

"Entretanto caso a entidade entenda que houve realmente a falha no sistema de controle, como no caso do River Plate, que aplique ao atleta do Santos a mesma penalidade que foi aplicada ao atleta Bruno Zuculini do River Plate, qual seja, o cumprimento da pena restante ainda nesta competição. A isonomia e aplicação do mesmo principio surtirá efeito desportivo mais efetivo no caso do Santos FC do que o caso do River Plate", completou.

O caso do River é parecido com o que o Santos lida. Em 2013, o jogador Bruno Zuculini defendia o Racing quando foi expulso em um duelo contra o Lanús na Copa Sul-Americana. Julgado, pegou quatro jogos de suspensão, que viraram dois depois da anistia promovida pela Conmebol em razão de seu centenário em 2016.

Como o Racing foi eliminado da competição e Zuculini iniciou sua passagem pelo futebol europeu na sequência, a punição ainda estava em vigor quando ele iniciou a campanha da Libertadores pelo River neste ano.

A própria Conmebol, em comunicado em seu site, admitiu a situação e listou os sete jogos em que o atleta foi relacionado de forma irregular -dois deles contra o Flamengo na fase de grupos. A entidade explica ainda que, em fevereiro, o River fez uma consulta e, por erro administrativo, foi omitida ao clube a informação sobre a suspensão de Zuculini.

Apesar da admissão de erro, o argumento apresentado pela Conmebol para não punir o River Plate é outro: a falta de contestações oficiais de adversários no prazo de 24 horas após as partidas, como estipulado em regulamento.

"De acordo com as disposições do Artigo 19.3 do Regulamento Disciplinar da CONMEBOL, em casos de alinhamento incorreto de um jogador, isto (a pena) somente será aplicado se a equipe oponente apresentar uma reivindicação oficial dentro de vinte e quatro (24) horas após o final do encontro. Nesse sentido, nenhum clube que tenha contestado as partes acima mencionadas exerceu esse direito, e os resultados dos jogos acima mencionados foram confirmados", escreveu.

A Conmebol ainda informa que agora, diante da constatação do fato, Zuculini terá que cumprir a suspensão ainda nesta Libertadores. Sendo assim, desfalcará o River no duelo de volta das oitavas de final contra o Racing, na quarta-feira (29), e na eventual primeira partida das quartas. Em caso de eliminação, terá que cumprir o jogo restante de punição em uma futura competição de clubes organizada pela entidade.

No caso de Carlos Sánchez, a Conmebol já abriu investigação devido à reclamação do Independiente-ARG. O meio-campista uruguaio foi expulso quando atuava pelo River Plate na Sul-Americana de 2015 e, como na sequência jogou no futebol mexicano, teria que cumprir a pena de três jogos -que viraram um após a anistia da entidade.

O jogador, porém, defendeu a equipe brasileira no empate por 0 a 0 contra o Independiente-ARG no jogo de ida das oitavas, na última terça-feira. O Santos alega que Sánchez aparecia como liberado no "Comet", sistema da Conmebol destinado, entre outras coisas, para o registro de jogadores e arquivamento de súmulas. Se punido, o clube brasileiro deve ser declarado perdedor por 3 a 0 do duelo disputado na Argentina. As duas equipes voltam a se enfrentar nesta terça-feira (28) no Pacaembu.

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