Rodrigão x Gilberto: duelo de ‘coadjuvantes’ marca San-São

Com história semelhantes, dupla de centroavantes deixa desconfiança de lado e brilha no início de 2017

Comentar
Compartilhar
15 FEV 2017Por Diário do Litoral11h00
Empatados na artilharia do Paulistão, com três gols cada, Rodrigão e Gilberto estão chamando a responsabilidade em suas equipesFoto: Divulgação/Santos FC e São Paulo FC

O clássico entre Santos e São Paulo, que tem início nesta quarta-feira, a partir das 21h45 (horário de Brasília), no estádio da Vila Belmiro, pela terceira rodada do Campeonato Paulista 2017, colocará frente a frente dois coadjuvantes que viraram protagonistas de suas equipes neste início de temporada. Do lado do Peixe, o centroavante Rodrigão. Do outro, o centroavante Gilberto.

No fim do ano passado, ambos foram pouco aproveitados. Durante o período de negociações do mercado de futebol, estiveram próximo de uma transferência para outras equipes, mas acabaram mantidos por seus treinadores e agora desfrutam de um belo início de temporada. Juntos, os jogadores dividem a artilharia do torneio estadual, com três gols cada.

A situação de Rodrigão é ainda mais complexa. Reserva de Ricardo Oliveira, ele viu a chegada do centroavante Kayke e tinha poucas perspectivas de titularidade no ano. O primeiro citado, porém, contraiu caxumba e ainda não foi inscrito para o Paulistão. Já Kayke demorou a ser regularizado e perdeu a disputa direta com Rodrigão no comando do ataque alvinegro.

Nos primeiros desafios, o novo protagonista do Peixe deu conta do recado. No amistoso contra o Kenitra, do Marrocos, marcou um dos gols na vitória, por 5 a 1, no Pacaembu. Na goleada de estreia do Estadual, contra o Linense, voltou a ser decisivo e balançou as redes por duas vezes. Já no último final de semana, também deixou o seu na vitória, por 3 a 2, sobre o RB Brasil.

A história de Gilberto também não deixa a desejar. Pouco aproveitado no ano passado, o centroavante assumiu a posição do argentino Chávez e vem dando conta do recado no comando do ataque tricolor. Em três partidas, ele marcou quatro gols, o dobro da última temporada, quando foi opção no time do Morumbi em apenas dez oportunidades.

O primeiro gol no ano foi na vitória sobre o Moto Club, por 1 a 0, quando garantiu a sua equipe na próxima fase da Copa do Brasil, e os outros três aconteceram na goleada, por 5 a 2, sobre a Ponte Preta, no último final de semana. Por conta do bom desempenho neste início, ele está novamente confirmado entre os titulares e poderá travar duelo especial na noite desta quarta.

Sem mudanças

Os técnicos Dorival Júnior e Rogério Ceni não devem promover mudanças em relação às equipes que venceram o Red Bull Brasil e Ponte Preta, respectivamente, no último domingo.

Do lado do Peixe, o goleiro Vanderlei, em tratamento de uma fratura no dedo anelar da mão esquerda, e o volante Renato, recuperando-se de lesão na panturrilha, seguem fora. Assim como no último jogo, o goleiro Vladimir e o volante Leandro Donizete serão os substitutos na equipe.

Já o Tricolor também deve manter os 11 jogadores que iniciaram a partida contra a equipe de Campinas. O argentino Chávez, que iniciou a temporada como titular, ficará novamente no banco de reservas.

Desfalques

Em fase final de recuperação física, o centroavante Ricardo Oliveira voltou a treinar com o grupo no gramado, mas ainda não foi inscrito no Paulistão. O mesmo acontece com o zagueiro David Braz, recuperado de problema na panturrilha, mas ainda sem regularização.

Quem também ainda não teve sua documentação liberada para a Federação Paulista é o atacante Vladimir Hernández. O Departamento Jurídico do Peixe enfrenta uma “novela” para obter documentos junto à Federação Colombiana e não tem previsão para inscrição do atleta.

O São Paulo, por sua vez, também não poderá contar com dois importantes nomes. Recém-chegados ao clube, o volante Jucilei, ex-Corinthians, e o centroavante Lucas Pratto, que estava no Atlético-MG, já realizam trabalho junto ao restante do grupo, mas, assim como os demais citados, também não foram regularizados.

Santos põe à prova longo tabu contra o rival na Vila Belmiro

Após duas vitórias nas duas primeiras rodadas do Paulistão, o Peixe parece ter um rival ideal para manter a sua invencibilidade no torneio. Se levado em conta os jogos contra o São Paulo, na Vila Belmiro, pelo Estadual, a equipe alvinegra é responsável por um longo tabu frente ao rival.

A última derrota para o Tricolor foi há exatos 14 anos, justamente no dia 15 de fevereiro, de 2003. Na ocasião, o time do Morumbi venceu, por 2 a 1, com gols de Luís Fabiano e Gustavo Nery. O gol do Peixe foi marcado pelo centroavante Ricardo Oliveira. De lá pra cá, no entanto, foram cinco vitórias para o Alvinegro e quatro empates.

Em se tratando de todas as competições do futebol nacional, o Santos não é derrotado em sua casa para o time da Capital há oito anos e 11 jogos. O último revés aconteceu em 2009, pelo Brasileirão. Na ocasião, o então goleiro Rogério Ceni ajudou a sua equipe a vencer, por 4 a 3 - ele marcou o terceiro, em cobrança de falta.

“Números são bacanas, mas quando a bola rola não adianta muita coisa. Motivação maior é o clássico, duas grandes equipes. Queremos ser campeões de novo. É jogo após jogo”, afirmou o goleiro Vladimir.

FICHA TÉCNICA
SANTOS X SÃO PAULO

Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 15 de fevereiro de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo
Assistentes: Anderson José de Moraes Coelho e Bruno Salgado Rizo

SANTOS: Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Zeca; Leandro Donizete, Thiago Maia e Lucas Lima (Bruno Henrique); Vitor Bueno, Copete e Rodrigão
Técnico: Dorival Júnior.

SÃO PAULO: Sidão; Bruno, Maicon, Rodrigo Caio e Junior Tavares; João Schmidt, Thiago Mendes e Cícero; Luiz Araújo, Cueva e Gilberto
Técnico: Rogério Ceni.