Esportes
Carreira de quase 30 anos levou Oscar Schmidt do Brasil à Europa, com recordes, idolatria e a decisão de recusar a NBA para defender a Seleção
Oscar Schmidt é o maior jogador de basquete da história do Brasil / Reprodução
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Um dos maiores nomes da história do esporte nacional, Oscar Schmidt faleceu nesta sexta-feira (17). O ex-jogador fez história no basquete e foi por muito tempo o maior cestinha da modalidade.
Foram quase três décadas de carreira, passando por diferentes países, ligas e momentos, sempre com a mesma marca registrada: a pontuação.
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Antes de detalhar cada fase, vale organizar a trajetória completa. O caminho de Oscar passa por Brasil, Itália e Espanha, com períodos bem definidos em cada clube até o encerramento da carreira.
Oscar recebeu homenagens de alguns desses times nas redes sociais.
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Oscar começou a carreira profissional no Palmeiras, onde atuou entre 1974 e 1978. Foi ali que deu os primeiros passos no basquete de alto nível e começou a desenvolver o estilo que marcaria toda a trajetória.
Na sequência, ganhou projeção nacional no Sírio, entre 1978 e 1982. O clube vivia um momento forte no basquete brasileiro, e Oscar passou a ser visto como um dos principais nomes da nova geração.
Antes de ir para a Europa, ainda teve uma passagem rápida pelo América do Rio, em 1982.
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Foi na Europa que a carreira ganhou dimensão internacional.
No Juvecaserta, entre 1982 e 1990, Oscar viveu o auge técnico e se consolidou como um dos maiores pontuadores do basquete mundial.
Depois, manteve o alto nível no Pavia, onde jogou de 1990 a 1993.
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Antes de retornar ao Brasil, ainda atuou pelo Fórum Valladolid, na temporada 1993-94, mantendo o protagonismo ofensivo.
De volta ao país, passou por diferentes equipes.
Defendeu o Corinthians entre 1994 e 1995, clube pelo qual tinha identificação como torcedor. Em seguida, atuou pelo Banco Bandeirantes e pelo Mackenzie, mantendo o papel de protagonista mesmo na fase final da carreira.
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O último time de Oscar foi o Flamengo, entre 1999 e 2003.
Foi ali que construiu uma das maiores identificações com o público brasileiro, encerrando a carreira como referência dentro e fora de quadra.
Destaque no Brasil, Oscar Schmidt chegou a ser draftado pelo New Jersey Nets em 1984, mas recusou a oportunidade por um motivo claro: para jogar na liga americana, precisaria abrir mão de defender a seleção brasileira, algo que ele nunca cogitou.
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Na época, a NBA não permitia a participação de jogadores profissionais em competições internacionais como as Olimpíadas. Fiel à camisa do Brasil, Oscar optou por seguir na Europa e na seleção, decisão que ajudou a construir sua história como maior pontuador da história do basquete, mas também o deixou fora da principal liga do mundo.