Renato descarta fim de carreira na China e não pensa em aposentadoria

Com contrato até o fim da temporada, o jogador inicia mais um ano no Santos com a expectativa de driblar a desconfiança e provar que ainda pode ajudar o time em campo

Com o mercado chinês investindo alto em jogadores brasileiros, muitos atletas têm aproveitado para fazer seu ‘pé de meia’, chegar à ‘independência financeira’ com um salário que jamais conseguiriam receber em um clube brasileiro, principalmente em um momento de recessão no país. Mas nem todos os jogadores pensam assim. Contra a maré, Renato, volante prestes a completar 37 anos (em maio), avisou que o dinheiro chinês não lhe convenceria a morar na Ásia mesmo diante da proximidade do fim de sua carreira.

Continua após a publicidade

“Para mim a parte financeira não seduz tanto. Estou em uma condição financeira melhor, graças a Deus. Não quero mais sofrer. Estou feliz aqui, quero terminar minha carreira aqui no Santos. Meus filhos são pequenos. Minha família está bem aqui”, explicou o jogador.

Com contrato até o fim da temporada, Renato inicia mais um ano no Santos com a expectativa de driblar a desconfiança e provar que ainda pode ajudar o time em campo. 

Continua após a publicidade

“Tem a dúvida. Quando você passa dos 30 (anos) sempre se levanta isso no Brasil. Tem de ter muito sacrifício. Quando vim para o Botafogo não tive pré-temporada. No ano passado eu tive e isso me ajudou a ter essa base. Claro que vamos procurar sempre fazer o melhor. Sempre tem essa dúvida. ‘Será que aguenta?’. Mas vou sempre procurar ajudar o Santos”, contou o jogador.

Depois de conquistar dois Brasileiros pelo time da Vila Belmiro, em 2002 e 2004, Renato jogou no Sevilla, da Espanha, até 2001. Depois de um retorno frustrante por meio do futebol carioca, o volante foi um dos protagonistas da campanha santista em 2015. Com o histórico de administrar um bom preparo físico mesmo com a idade avançada para o futebol, Renato avisou que sequer pensa em aposentadoria.

Continua após a publicidade

“Se eu me sentir bem, prolongo (o contrato com o Santos). Não sei se vou chegar jogando na idade do Zé Roberto (41 anos), porque ele é meio sobre-humano. Mas espero ajudar em alto nível. Não adianta eu querer e as pernas não obedecerem”, concluiu, aos risos, antes do treinamento desta segunda, no CT Rei Pelé.