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Relatório mostra que caos no Palmeiras poderia ser resolvido antes

Uma análise administrativa e financeira, pedida por Tirone em 2011, deu origem ao relatório.

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02 NOV 201214h42

O cenário da luta contra o rebaixamento do Palmeiras no Campeonato Brasileiro tem sido a eterna briga política interna, envolta em um caos administrativo-financeiro.

Mas se a diretoria que comanda o clube tivesse seguido alguns conselhos que lhe foram feitos há quase um ano, talvez o pano de fundo para a situação do time fosse outro e facilitasse as coisas para que, em campo, houvesse um rendimento mais satisfatório.

Uma análise detalhada da vida administrativa e financeira do clube feita pela Consultoria Torga Ltda. a pedido do presidente Arnaldo Tirone, entre julho e agosto de 2011, mas englobando decisões tomadas e contratos fechados por administrações anteriores, deu origem a relatório elaborado e que termina com uma série de conselhos para que o clube pudesse melhorar sua gestão e impedir que novos problemas administrativos acontecessem.
 
O conjunto de 13 recomendações administrativo-financeiras visava, em linhas gerais, aperfeiçoar a comunicação entre os departamentos do clube, além da padronização de processos e a organização e documentação de tudo o que fosse feito pelo clube.
 
Passado quase um ano da entrega do relatório à presidência, poucas das 13 recomendações foram colocadas em prática e o clube continua a viver sob fogo cruzado permanente entre situação e oposição, tendo sempre como munição para os ataques o caos administrativo e financeiro.
 
Arnaldo Tirone prometeu profissionalizar a administração palmeirense (Foto: Cesar Greco/FotoArena/AE)
 
Tirone admite que poucas recomendações foram colocadas em prática pelo clube, embora considere que tenha priorizado as mais relevantes. "Não há nenhuma recomendação relevante que não estamos seguindo", disse. Segundo o presidente, como o relatório tinha como uma de suas principais funções apurar irregularidades nos contratos assinados com os jogadores nas últimas administrações que o antecederam, o foco foi cuidar dos procedimentos relativos a isso - sobretudo com a delimitação de porcentagem para pagamento de comissões a intermediários.
 
Tirone, no entanto, admite que uma maior profissionalização na gestão do clube beneficiaria todos os departamentos, inclusive o sempre exposto futebol profissional, que acaba sofrendo com críticas e acaba tendo o rendimento do time em campo sendo comprometido por tantas crises e acusações nos bastidores do clube. "Tudo no clube tem uma barreira externa. Agora, por exemplo, já estão dizendo que a minha gestão está no fim e eu não tenho que ficar planejando as coisas".
 
Segundo o cartola, a tal profissionalização na gestão, recomendada pelo relatório há quase um ano e agora defendida por ele só não saiu do papel porque seus colaboradores sempre agiram como se fossem profissionais, mesmo não tendo cargos remunerados e serem, todos, membros ativos da política do clube. "Eu tive pessoas competentes nas diretorias. Elas sempre agiram com profissionalismo. Mas vou profissionalizar tudo a partir de agora".

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