Reinaldo celebra gols, mas reforça preferência por posição de origem

Titular absoluto nesta temporada, o lateral reconquistou a confiança dos torcedores do São Paulo

Comentar
Compartilhar
23 JUL 2018Por Folhapress20h18
Com a suspensão de Everton, o lateral esquerdo jogou improvisado como meia atacanteCom a suspensão de Everton, o lateral esquerdo jogou improvisado como meia atacanteFoto: Divulgação/São Paulo FC

Reinaldo teve uma noite memorável no último sábado (21). No clássico com o Corinthians, no Morumbi, ele marcou dois gols na vitória por 3 a 1 sobre o arquirrival. Porém, curiosamente, ele não atuou em sua posição origem. Com a suspensão de Everton, o lateral esquerdo jogou improvisado como meia atacante. Apesar do êxito, ele prefere ser lembrado como ala.

"O Aguirre me chamou e perguntou se eu podia fazer a função do Everton. Disse que sim, que não era novidade, que já havia jogado assim. Aí, ele disse que me colocaria nesta posição. Depois, me deu parabéns. Deu certo, saíram dois gols, mas lembrando de que sou lateral esquerdo e tem o Everton que é jogador de qualidade. Ele optou por mim na ausência e deu tudo certo. Pensei que ele ia entrar com três zagueiros, mas optou por mim na frente e graças a Deus deu certo", disse Reinaldo em entrevista à ESPN Brasil.

Titular absoluto nesta temporada, Reinaldo reconquistou a confiança dos torcedores do São Paulo. Em sua primeira passagem pelo clube, ele era alvo de críticas. Nos últimos anos, foi emprestado para a Ponte Preta e para a Chapecoense.

"É um momento maravilhoso. Quando voltei, estava meio assim porque pensei que (a torcida) iria pegar no meu pé. O torcedor me acolheu com muito carinho e tenho certeza de que todos jogadores estão sendo tratados com carinho", afirmou o lateral, que destacou o aprendizado nos clubes que defendeu.

"Eu procurei sair com o pensamento de voltar, ficar mais maduro. Tanto na Ponte Preta como na Chape, eu aprendi bastante, eu procurei aprender bastante tanto na marcação, quanto no ataque. Aprendi com o [Alexandre] Gallo, Eduardo Baptista, [Vágner] Mancini e [Gilson] Kleina, e sempre procuro ver o que fazer para melhorar. Fiquei mais maduro, cabeça boa e focado no que devo fazer dentro de campo. O pensamento era e fazer o São Paulo campeão, fazer o meu melhor."