Andrea Kimi parece estar seguindo um roteiro escrito há 40 anos por Ayrton Senna / Reprodução/Instagram
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A ascensão meteórica de Andrea Kimi Antonelli na Fórmula 1 reacendeu comparações com o eterno Ayrton Senna. Após a vitória no Japão e a conquista da liderança do Mundial de 2026, o italiano de 19 anos passou a ter sua trajetória associada à do tricampeão brasileiro por torcedores e analistas, amparada por uma série de coincidências estatísticas.
Muito além da semelhança física que impressiona as redes sociais, Kimi parece estar seguindo um roteiro escrito há 40 anos pelo brasileiro e já consolida uma lista de coincidências estatísticas que desafiam a lógica e alimentam a mística de "herdeiro" do brasileiro.
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A maior prova do "espelhamento" entre as carreiras aconteceu recentemente em Suzuka. Assim como Senna em 1985, o novato conquistou sua primeira vitória e primeira pole exatamente na segunda corrida de sua segunda temporada. O roteiro seguiu fiel: a segunda pole da carreira de ambos veio logo no GP seguinte ao primeiro triunfo.
O Número 12: Antonelli escolheu o 12 para correr na Mercedes. Foi com esse número que Senna venceu sua primeira corrida (Portugal/85) e conquistou seu primeiro título (1988).
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O Tabu de Suzuka: Antes de Kimi, o último piloto a fazer uma pole position em Suzuka usando o número 12 havia sido o próprio Senna, em seu ano de título.
Pódios de Calouro: Ambos fecharam suas temporadas de estreia (1984 e 2025) com exatamente três pódios no currículo.
Segundo os internautas, essa ligação não é apenas frieza estatística. No ano passado, em sua primeira visita ao Brasil, Antonelli ignorou o cronograma de eventos e foi ao Cemitério do Morumbi. Ficou em silêncio, leu um livro sobre o ídolo e, dias depois, após subir ao pódio em Interlagos, doou seu capacete ao Instituto Ayrton Senna.
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Nesta temporada, em Ímola, o italiano correu com uma imagem da estátua de Senna no casco. "Eu assisto aos onboards dele quase todos os dias. É minha fonte de inspiração", revelou o piloto, que nasceu em Bolonha, a poucos quilômetros do circuito onde o brasileiro se acidentou em 1994.
A precocidade de Antonelli também gera paralelos com a natureza "voadora" de Senna. Enquanto Ayrton era conhecido por dominar a chuva, Kimi assombrou a Mercedes ao pontuar logo na estreia, na Austrália, sob temporal, saindo de 16º para 4º.
Tudo isso feito por um jovem que, até janeiro de 2025, sequer tinha carteira de motorista. Antonelli precisou de uma autorização especial da FIA (Superlicença) para guiar a 350 km/h antes mesmo de poder dirigir legalmente pelas ruas da Itália.
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Líder mais jovem da história, superando o recorde de Lewis Hamilton, Antonelli agora tenta o que o próprio Senna só conseguiu em seu quinto ano de F1: o título mundial. Se a mística continuar operando, o GP de Miami em maio será o próximo palco dessa "reencarnação" estatística.