A tocha olímpica chegará à Santos nesta sexta-feira (22), por volta das 11h30, no Parque Roberto Mário Santini, localizado na Avenida Presidente Wilson. Junto com o grande símbolo dos Jogos do Rio de Janeiro, estará a preocupação do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e Prefeitura quanto as possíveis tentativas para apagar a chama durante os 26 km de percurso.
Nas redes sociais, pessoas estão criando eventos específicos para realização de protestos no tour olímpico do artefato no município. Até esta quarta, quase cinco mil pessoas confirmaram presença. Outras oito mil demonstraram interesse. O evento no Facebook recebe o nome de “Apagar a tocha Olímpica em Santos 2016”.
Em muitas das publicações realizadas na página, as pessoas tratam o evento com um tom de brincadeira, porém algumas outras adotam um discurso sério, estimulando outros colaboradores e divulgando planos para a realização.
Em evento promovido nesta quarta-feira, no Museu Pelé, o secretário de esportes de Santos, Alcídio Michael Ferreira de Melo, o Cidão, mostrou preocupação quanto às atividades discutidas nas redes sociais e disse ainda que os órgãos de segurança estão atentos àqueles que desejam protestar durante a realização do evento.
“Todos os envolvidos nas redes estão sendo monitorados. Pensem bem no que vão fazer. A manifestação é justa, mas não podemos misturar as coisas. Em alguns locais, jogaram água e foram presos. Ficou feio para eles. Na rede social, muitos estão indo no oba oba. Eu duvido que alguém tome essa atitude aqui, mas, caso faça, será um ignorante. Não é evento da Prefeitura ou político. É um evento do esporte”, disse.
A Polícia Militar reforçará a segurança com 500 policiais. Outros 100 guardas municipais estarão nos locais de grande concentração de pessoas e no show de encerramento, na Praça das Bandeiras, na praia do Gonzaga. O efetivo atuará com 15 viaturas e sete ônibus, mais o ônibus de monitoramento.
Além disso, o esquema de segurança do próprio Comitê Olímpico Brasileiro também estará presente durante todo o revezamento. O exército brasileiro e órgãos do governos federal ficarão responsáveis pela guarnição.
Até o momento, três cidades registraram incidentes durante o percurso da chama olímpica. A primeira tentativa ocorreu em Maracaju (MS), quando um rapaz usou um balde para jogar água em direção ao condutores. Outros protestos foram registrados em Cascavel e Maringá, no Paraná.