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Poucos lembram, mas Cuca já foi protagonista com a 10 do Santos antes de ser técnico

Em 1993, o então meia-atacante assumiu a responsabilidade de vestir a emblemática camisa 10 do Santos FC, sendo a peça central de um elenco em plena fase de reconstrução

Ana Clara Durazzo

Publicado em 19/03/2026 às 09:30

Atualizado em 19/03/2026 às 09:31

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Hoje, ao ver Cuca gesticulando na área técnica, o torcedor mais antigo recorda o meia habilidoso que honrou a 10 / Divulgação/Santos FC

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Muito antes de retornar à Vila Belmiro para comandar o time à beira do gramado, Cuca viveu a intensidade de ser o protagonista dentro das quatro linhas. Em 1993, o então meia-atacante assumiu a responsabilidade de vestir a emblemática camisa 10 do Santos FC, sendo a peça central de um elenco em plena fase de reconstrução.

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O reforço de US$ 180 mil que parou a Vila

Cuca não chegou ao Peixe como um coadjuvante. Em uma época dominada pela rígida Lei do Passe, ele era dono de seus próprios direitos econômicos e a negociação girou em torno de US$ 180 mil — um valor expressivo para a realidade do início dos anos 90.

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Sob a batuta de Evaristo de Macedo, Cuca encontrou um vestiário qualificado. Ao seu lado, nomes como Marcelo Passos, Ranielli e Darci formavam a base técnica, reforçada meses depois pela chegada do xerife Ricardo Rocha. Com um estilo de jogo vertical e faro de gol, Cuca não demorou a se tornar o dono do meio-campo santista.

Números de artilheiro: 15 gols em 44 jogos

O impacto de Cuca foi avassalador e imediato. Logo na sua estreia, balançou as redes na vitória por 4 a 2 sobre a Portuguesa. Ao longo da temporada, consolidou-se como um 'meia-artilheiro', acumulando estatísticas que impressionam até hoje:

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  • Partidas disputadas: 44

  • Gols marcados: 15

  • Destaque em clássicos: Foi decisivo no triunfo por 3 a 2 contra o São Paulo.

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Sua postura em campo já dava pistas do treinador que ele se tornaria: liderança nata, intensidade constante e uma leitura de jogo privilegiada.

O 'quase' em 1993: Campanhas competitivas

Apesar do brilho individual de Cuca e da artilharia de Guga (que marcou 14 gols no Brasileirão), o título não veio. O Santos de 93 era um time 'casca-grossa', mas que batia na trave:

  1. No Paulistão: Terminou a primeira fase no topo, mas caiu em um grupo semifinal equilibradíssimo contra rivais como Corinthians e São Paulo.

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  2. No Brasileirão: Sob o comando de Antônio Lopes, o Peixe avançou em 5º lugar, mas parou na fase decisiva diante de Flamengo, Corinthians e do surpreendente Vitória (vice-campeão daquele ano).

O peso da mística: ‘Vestir a 10 é um baque’

Anos mais tarde, já consolidado como técnico, Cuca abriu o coração sobre o que sentiu ao carregar o número eternizado pelo Rei Pelé. Para ele, a experiência na Vila Belmiro transcende o futebol:

“Vestir a camisa 10 é um baque… tem um valor inestimável”, relembrou o ídolo.

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O relato reforça o simbolismo de atuar em um dos palcos mais sagrados do mundo, entendendo a responsabilidade que poucos conseguiram carregar com tamanha naturalidade.

A trajetória: Do Sul para o Mundo

Curitibano, Cuca iniciou sua jornada em 1984 no Santa Cruz-RS. Antes de brilhar no Santos, ele já acumulava um currículo de peso:

  • Grêmio: Autor do gol do título da Copa do Brasil de 1989.

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  • Europa: Passagem pelo Valladolid (Espanha).

  • Gigantes do Brasil: Defendeu Internacional e Palmeiras.

  • Seleção Brasileira: Vestiu a amarelinha em 1991, em amistoso contra o Paraguai.

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O legado: Do gramado para o banco de reservas

A passagem pelo Alvinegro Praiano foi uma das últimas grandes exibições de Cuca como atleta. Após o Santos, ele ainda passou por Portuguesa, Remo, Juventude e Chapecoense, onde encerrou a carreira em 1996.

No entanto, aquela conexão criada em 1993 foi o alicerce para tudo o que viria depois. A identificação com a torcida e o conhecimento profundo do "DNA santista" explicam por que seu nome é sempre o primeiro a ser lembrado em momentos cruciais do clube.

Uma história que atravessa gerações

Hoje, ao ver Cuca gesticulando na área técnica, o torcedor mais antigo recorda o meia habilidoso que honrou a 10. Essa trajetória ajuda a explicar a simbiose entre o técnico e a instituição: ele não apenas treina o Santos; ele sabe exatamente o que significa sentir o peso dessa camisa dentro de campo.

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