Assim como a diretoria do Santos, os jogadores alvinegros também foram pegos de surpresa com o interesse do Beijing Guoane por Ricardo Oliveira. A notícia do interesse dos chineses em contratar o centroavante vazou na noite desta terça e repercutiu na manhã desta quarta-feira, no CT Rei Pelé, quando a equipe de Dorival Júnior fez o último treino antes da partida contra o Mogi Mirim, marcada para às 19h30 desta quinta-feira, no Pacaembu.
“Fiquei sabendo por vocês. Ele não comentou nada. Especulação existe. Espero que ele possa seguir nos ajudando. Ele foi o nosso pilar ano passado”, disse Renato, já ciente de que será difícil o jogador recusar uma proposta com valores tão altos.
“Lado financeiro é importante para a carreira. Carreira curta e nem todos ganham para ter estabilidade quando parar. Parte financeira pesa. Sabemos disso. E com certeza balança. Mas cada um tem seus objetivos e sabe o que é melhor para a família”, comentou o volante.
Victor Ferraz, jogador mais próximo de Ricardo Oliveira fora de campo, garantiu que nem ele imaginava uma oferta neste momento pelo amigo de 35 anos. Mesmo assim, o lateral procura minimizar os efeitos de um eventual adeus do camisa 9.
“Surpresa vai ser. Ninguém esperava. Assim como não esperávamos o rendimento dele. Futebol é assim. Ele está pensando com a família. Se escolher sair, a equipe vai apoiar. Se ele ficar, melhor ainda”, explicou, já conformado com o reflexo que a situação terá no time para o restante da temporada.
Temos jogadores mais experientes, jogadores com um ano de profissional. Dá uma diferença grande. Se vencermos sem o Ricardo, não sentimos. Se perdermos, sentimos. Esse vai ser o juízo, mesmo que não seja verdade”, comentou Ferraz.
Os chineses têm até sexta-feira para fechar o acordo com o Peixe, já que essa é a data limite para transferências internacionais no país asiático. Depois de perder Geuvânio e Marquinhos Gabriel, Victor Ferraz não esconde a preocupação com a saída de mais um titular.
“O Santos tem que de tomar cuidado. Isso preocupa. Dificulta o trabalho. O Santos não pode ser refém de nenhum jogador. Temos que manter, porque o entrosamento é importante. Mesmo com essas perdas que já tivemos, e se tivermos mais, a diretoria vai se esforçar para repor”, confiou o jogador santista.
