Ponte Preta aproveita ressaca do São Paulo e vence com gol de Cajá

Pouco atrás da meia-lua, o meia notou Rogério Ceni adiantado e bateu no ângulo direito. O goleiro ainda tocou na bola, porém sem impedir que ela balançasse a rede

Comentar
Compartilhar
17 MAI 201521h04

Se a intenção do São Paulo em Campinas era se recuperar da queda precoce na Copa Libertadores, Renato Cajá estragou os planos neste domingo. Embalada pelo avanço de fase na Copa do Brasil, a Ponte Preta aproveitou a ressaca adversária e venceu "apenas" por 1 a 0, em partida com muitas chances a favor da equipe da casa, que, punida, jogou com os portões do Moisés Lucarelli fechados.

O único gol foi marcado ainda aos 13 minutos do primeiro tempo. Depois de saída errada de jogo do meia-atacante argentino Ricky Centurión, a bola caiu nos pés de Renato Cajá. Pouco atrás da meia-lua, o meia notou Rogério Ceni adiantado e bateu no ângulo direito. O goleiro ainda tocou na bola, porém sem impedir que ela balançasse a rede. Apesar do erro, ele fez diversas boas defesas depois, nas duas etapas, e evitou placar muito pior.

A primeira vitória leva a a Ponte Preta a quatro pontos, um a mais do que o São Paulo, que teve estreia vitoriosa antes de cair nas oitavas de final da Libertadores. O próximo compromisso da equipe da capital será apenas no sábado, diante do Joinville, no Morumbi. No dia seguinte, também pela terceira rodada competição nacional, o time de Campinas visita o Cruzeiro.

Neste domingo, em relação à derrota de quarta-feira, Milton Cruz escalou o São Paulo com quatro novidades. O treinador não pôde contar com o zagueiro Lucão (na Seleção Brasileira sub-20) e os meio-campistas Souza (por conta de desconforto muscular) e Michel Bastos (ainda mal fisicamente após se recuperar de dengue). Por opção, também deixou Denilson no banco. Assim, Dória, Centurión, Hudson e Rodrigo Caio ganharam chance.

O que se viu, no entanto, foi um time talvez até mais apático do que o que atuou em Belo Horizonte. Mesmo sem torcida, a Ponte Preta teve as principais ações desde o início, ainda que não criasse tanto. Até que, aos 13 minutos, depois de uma saída de jogo errada de Centurión, a bola sobrou para Renato Cajá, que notou Rogério Ceni adiantado e resolveu experimentar de fora da área. Mal colocado, o goleiro ainda conseguiu um leve desvio, mas não impediu que ela balançasse a rede.

O único gol foi marcado ainda aos 13 minutos do primeiro tempo (Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo)

Daí em diante, a equipe mandante cresceu ainda mais. Tomou um susto, quando Paulo Henrique Ganso finalizou à esquerda da meta de Marcelo Lomba, mas levou muito perigo a Rogério Ceni, que se redimiu do gol sofrido. Aos 23 minutos, ele se esticou para espalmar um arremate cruzado de Biro Biro, na conclusão de um rápido contragolpe. Dois minutos depois, o goleiro são-paulino pôs para escanteio outro forte arremate de Renato Cajá da entrada da área.

Golpeado, o São Paulo ainda ofereceu nova oportunidade para os donos da casa, em falta perto da área. Especialista em bola parada, o autor do gol pontepretano acertou o travessão. Chances desperdiçadas como essa quase castigaram o time liderado por Renato Cajá. Aos 37 minutos, Wesley acertou bom lançamento para Alexandre Pato, que carregou a bola até a entrada da área e, cara a cara com Marcelo Lomba, finalizou em cima do goleiro.

Foi da Ponte Preta, porém, o último lance de perigo do primeiro tempo. De novo, Rogério Ceni impediu o gol. Quase caído, ele esticou o pé esquerdo para evitar que a bola entrasse após chute à queima-roupa de Diego Oliveira. Na descida para o vestiário, reclamou. "Sofremos muito contra-ataques. Não podemos. Quatro, cinco, seis. Principalmente quando a bola está no nosso pé. Tem que melhorar", avaliou o capitão.

O São Paulo não melhorou, contudo. Nem mesmo após a saída de Wesley e a entrada de Luis Fabiano, que chegou à marca de 700 jogos na carreira. Já a Ponte Preta desperdiçou diversas outras oportunidades de ampliar o marcador. Duas delas frente a frente com Rogério Ceni. Com melhor sorte do que na primeira finalização recebida, o goleiro viu Biro Biro escorregar e ainda fez difícil defesa com o pé em arremate de Diego Oliveira. Não fosse ele, o placar do vazio Moisés Lucarelli teria registrado goleada histórica neste domingo.