Política também marcou trajetória de Pelé

O atleta foi ministro dos Esportes de 1995 a 1998, na gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e levou como bandeira a modernização do futebol e a garantia dos direitos trabalhistas dos atletas profissionais

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, viu sua trajetória se misturar à política, embora tenha evitado o tema em alguns momentos.

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Símbolo do futebol brasileiro, ele recebeu críticas por não se opor à ditadura. O governo fez uso político do esporte e da campanha na Copa de 1970 para estimular o sentimento de patriotismo em favor do regime.

“Se eu dissesse que não sabia, estaria mentindo. Mas era difícil saber o que era verdade e o que era mentira”, disse o atleta ao documentário “Pelé”, lançado em 2021 pela Netflix, sobre o conhecimento que tinha dos abusos cometidos.

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Ele foi ainda ministro dos Esportes de 1995 a 1998, na gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Levou como bandeira a modernização do futebol e a garantia dos direitos trabalhistas dos atletas profissionais.

Jogador e empresário, Pelé começou a carreira no Santos, disputou sua primeira Copa do Mundo aos 16 anos e ganhou três mundiais pela seleção brasileira.

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Reverenciado dentro e fora das quadras, ele participou de encontros com diferentes presidentes do Brasil.

O craque esteve ao lado de Juscelino Kubitschek quando a seleção conquistou a Copa de 1958, a primeira do Brasil, disputada na Suécia. Pelé encontrou-se com o chefe do Executivo no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.

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Em 1962, o ex-jogador esteve com o presidente João Goulart. Ao lado do ponta-direita Garrincha, o mandatário posou para foto segurando a taça Jules Rimet.

Em 1966, acompanhado de João Havelange, o ex-jogador apertou a mão do presidente Humberto de Alencar Castello Branco no Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. À época, a delegação brasileira foi recebida pelo chefe do executivo antes de disputar o mundial em Londres.

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Quando o Brasil conquistou a Copa de 1970, Pelé levantou a taça ao lado do presidente militar Emílio Garrastazu Médici.

Em 1977, o craque foi condecorado pelo presidente Ernesto Geisel com a Grã-Cruz do Mérito Desportivo.

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O ex-jogador também esteve com João Baptista Figueiredo, o último presidente da ditadura, cujo mandato se estendeu de 1979 a 1985.

Em encontro com José Sarney, em 1987, Pelé posou para foto segurando a Estatueta da Paz que recebeu do Rei Juan Carlos da Espanha. À época, o craque era embaixador do Turismo Brasileiro.

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Em 1991, o craque foi homenageado com a Ordem Nacional do Mérito por Fernando Collor de Mello, no Palácio do Planalto. Dois anos depois, em 1993, Pelé foi recebido pelo presidente Itamar Franco, também em Brasília.

O ex-jogador foi ministro do Esporte durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Na função, ficou cerca de três anos. Pelé levou como bandeira de sua gestão a modernização do futebol e a garantia dos direitos trabalhistas dos atletas profissionais.

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Em 2008, o craque e outros jogadores campeões da Copa de 1958 receberam uma homenagem das mãos do presidente Lula.

Em 2013, o craque esteve ao lado de Dilma Rousseff durante abertura da 79ª Expozebu, em Uberaba (MG).

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Cinco anos depois, em 2018, no Fórum Econômico Mundial, Pelé participou da abertura do evento ao lado do então presidente da República, Michel Temer, e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.