Petros se diz padrinho de Malcom, pede grana e alerta: "Fez apenas dois gols"

O atacante está finalizando a negociação de um novo contrato com o Corinthians, com duração até dezembro de 2020

Comentar
Compartilhar
25 MAR 201518h51

Não faltam padrinhos a Malcom, que ouve muito Gil nos treinamentos e diz se espelhar em Guerrero. O meio-campista Petros também assumiu o papel de guiar o garoto de 18 anos, que é visto como grande promessa do Corinthians e ganhou moral ao marcar os gols da vitória por 2 a 0 sobre a Portuguesa.

“A gente é amigo mesmo, e ele não consegue ficar chateado comigo, mas eu cobro muito. Depois do jogo, eu falei: ‘Amanhã, você vai ter que ser o primeiro a chegar ao treino’. Precisa dar resposta, não cabe soberba”, afirmou o baiano, que gostou da reação obtida.

“Fez apenas dois gols. Se ele achar que atingiu o patamar ideal, vai ser ultrapassado pelos concorrentes, que são companheiros, mas são concorrentes também. Mas ele é um menino humilde. É difícil achar um garoto que escute os mais velhos. Ele tem essa virtude. Escuta muito”, acrescentou.

Pelos conselhos, Petros brincou sobre a possibilidade de taxar Malcom. O atacante está finalizando a negociação de um novo contrato com o Corinthians, com duração até dezembro de 2020 e uma alta multa rescisória em caso de transferência para o futebol europeu.

Malcom é visto como grande promessa do Corinthians (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press)

“Ele tem que dar metade. O que ele esquenta a minha cabeça...”, disse o meio-campista, colocando o garoto como seu afilhado. “Sempre foi. Como falei, ele tem que me dar metade dos rendimentos dele. É valido ajudar. A gente já foi mais novo, já teve pessoas que ajudaram”, recordou, do alto de seus 25 anos.

Petros, por fim, apontou a origem humilde de Malcom como mais um motivo para cuidados. Com 18 anos recém-completados, um deles como jogador profissional do Corinthians, o atacante já comprou um bom carro e despertou interesse de clubes da Europa.

“É um garoto, com a projeção que tem, em um dos maiores clubes do mundo. Às vezes, o cara não tem base familiar, não estudou. Então, é fácil a gente falar: ‘Não pode subir à cabeça’. Acabou de fazer 18 anos, tem um talento absurdo e já ganha salário de jogador que vive há muito tempo no futebol. Tem que se colocar no lugar dele”, concluiu o padrinho.