Peres aposta em relação pessoal para trazer Gabigol ao Santos

O novo mandatário avisa que não avançará por Gabigol antes de contratar um diretor executivo de futebol

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14 DEZ 2017Por Folhapress16h31
José Carlos Peres, presidente eleito do Santos, conta com o fato de ser o "descobridor" de Gabigol para trazê-lo de volta ao clubeFoto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Divulgação Santos FC

José Carlos Peres, presidente eleito do Santos, conta com o fato de ser o "descobridor" de Gabigol para trazê-lo de volta ao clube, que desde quarta (13) tem a concorrência do rival São Paulo. À reportagem, o cartola falou como conheceu o atacante e o que pensa sobre a negociação.

"Eu o trouxe com 10 anos ao Santos. Eu tinha uma casa no Pacaembu. Ele esteve na minha casa, estava indo para o São Paulo e eu tinha uma relação boa com o Marco Aurélio Cunha. Após conversa, eu perguntei se ele queria jogar no Santos. Ele era pequenininho. Ele me disse: 'Eu sou santista'. Eu achei que era aquele papo. Mas o pai mostrou umas fotos dele com a camisa do Santos", disse o dirigente.

"Ele estava indo para o São Paulo e estava com ficha federativa. Mas ele tinha que pegar o ônibus para ir pra Cotia e o pai estava preocupado com isso. Muito longe. Depois que ele falou que era santista, eu pensei: "Ele tem que ir para o Santos, nem falei com o Marco Aurélio". Ele passou. Eu falei que era atleta de seleção. O Zito até me disse que qualquer jogador hoje em dia é seleção, mas nós vimos que era mesmo", completou Peres.

Questionado se a relação próxima vai ajudar na negociação, o mandatário santista foi assertivo. "Claro. Existe uma boa relação. A questão do salário é que precisamos ver. O Modesto (Roma, ex-presidente) não foi a fundo, estava crua a negociação. Precisamos saber os valores. Sem dúvida, a relação pode ajudar, mas vamos ver depois de acertar com o diretor de futebol", disse.

Modesto havia costurado um acordo para pagar metade do salário de Gabigol -cerca de R$ 500 mil. A outra metade seria paga pela Inter de Milão, da Itália. A antiga diretoria contava com a confiança de Gabriel de que o clube italiano não colocaria empecilhos para o acordo, pois já paga grande parte de seu ordenado no Benfica, de Portugal.

Peres avisa que não avançará por Gabigol antes de contratar um diretor executivo de futebol. O Santos abriu negociações com Rui Costa, da Chapecoense, e Diego Cerri, do Bahia, mas não houve acordo. Valores e tempo de contrato impediram que os profissionais fechassem com o clube paulista.

"Não houve acordo nas duas negociações. Nosso perfil salarial foi o principal ponto. Não vamos fazer loucura. Vamos enxugar a máquina. Não queremos altos salários no clube. Estamos conversando com mais quatro profissionais e amanhã [quinta-feira, 14] devemos fechar algo", disse.

Após fechar com o profissional do departamento de futebol, o Santos espera definir o seu treinador para a próxima temporada. Os principais alvos defendem os times do Rio de Janeiro -Jair Ventura, do Botafogo, Zé Ricardo, do Vasco, e Abel Braga, do Fluminense.