Peixe rejeita imposições e não deve mais assumir a gestão do Museu Pelé

O presidente Modesto Roma Jr revelou que algumas exigências da agência que detém os direitos sobre a imagem de Pelé, não foram aceitas pelo clube

Em 16 de novembro, Santos e Prefeitura Municipal se reuniram e ficaram muito perto de um acordo para o clube assumir a administração do Museu Pelé. À época, as duas partes confirmaram as negociações e falavam com otimismo sobre o desfecho que tudo teria. Agora, no entanto, a conversa mudou e a tendência é que tudo siga como esta, com o Peixe fora da jogada. O presidente Modesto Roma Jr revelou que algumas exigências da Legend 10, agência internacional que detém os direitos sobre a imagem e parte do acervo de Pelé, não foram aceitas pelo clube e, por isso, toda a empolgação esfriou.

Continua após a publicidade

“O Santos resolveu entrar neste negócio pelo Pelé. Apenas pelo Pelé. Cuidar de museu não é o nosso negócio. Nós poderíamos, nós sabemos como fazer, mas não é o nosso negócio. Nosso negócio é outro. É o clube, é o futebol. É isso que a gente faz. Nós não ganharíamos nada com isso, não receberíamos um centavo. Faríamos apenas pelo Pelé”, comentou o dirigente santista.

O entrave ocorreu depois que a Legend 10 comunicou a diretoria alvinegra de que pretendia mudar algumas cláusulas do contrato sobre as referências a Pelé no Museu. O Santos não concordou e o assunto está praticamente encerrado, depois de ter ficado tão próximo de um acordo.

Continua após a publicidade

“A Legend veio com uma conversa que nós não achamos correto. Eles queriam trocar as peças do Pelé por réplicas. Deixar expostas apenas réplicas e guardar as taças, a parte original do acervo. E ai não, né? Tem que ser tudo original, oras. De verdade”, explicou Modesto Roma Jr.

Após um ano e seis meses de sua inauguração, o Museu Pelé ainda não vingou. Mal localizado para muitos, já que fica no Centro de Santos, próximo ao cais, o espaço é administrado pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) AMA Brasil e antes mesmo de completar seu primeiro ano de funcionamento já presentava um prejuízo de R$ 70 mil por mês.

Continua após a publicidade

Para tentar repensar a exploração e as ações de marketing, a Prefeitura pretendia repassar a administração ao Santos, que usaria seu know-how e seus profissionais para tornar o Museu rentável. A AMA Brasil também tinha o interesse em deixar de gerir as ações e o caixa do espaço público, abrindo mão inclusive da multa rescisório junto ao Governo local.

O Museu Pelé custou R$ 50 milhões dos governos Estadual, Federal e da iniciativa privada e, desta forma, seguirá andando para trás, sem a ajuda do clube que consagrou o dono da obra exposta. Uma nova reviravolta nas tratativas só ocorrerá caso a Legend 10 repensa suas exigências e entre em acordo com o Santos.