Palmeiras vira sobre o Novorizontino e fica mais perto das semifinais

Dudu anotou no primeiro tempo e Borja e Róger Guedes (que seria expulso ao escalar o alambrado na comemoração) no segundo

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02 ABR 2017Por Gazeta Press21h25
Dudu marcou o gol de empate do Palmeiras ainda no primeiro tempoFoto: Celio Messias/Gazeta Press

O Palmeiras precisou suar para se aproximar das semifinais do Campeonato Paulista, na noite deste domingo. Jogando no Estádio Jorge Ismael de Biasi, o time comandado por Eduardo Baptista saiu atrás no placar, com gol de Roberto, e ficou exposto aos contra-ataques do Novorizontino. Ainda assim, chegou à virada por 3 a 1 – Dudu anotou no primeiro tempo e Borja e Róger Guedes (que seria expulso ao escalar o alambrado na comemoração) no segundo.

O resultado deu ao Palmeiras o direito de até perder por um gol de diferença no jogo de volta – agendado para as 21 horas (de Brasília) de sexta-feira, no Pacaembu – para eliminar o Novorizontino, que protestou nos gols de Dudu e Borja, e assegurar presença nas semifinais do Estadual.

Já pela Copa Libertadores da América, o Palmeiras só voltará a campo na quarta-feira de 12 de abril, quando receberá o uruguaio Peñarol no Palestra Itália.

O jogo

Contando com o apoio da sua torcida, o Novorizontino logo mostrou qual seria a sua estratégia diante do Palmeiras. O time de Silas estava armado para contra-atacar em velocidade. Como aos cinco minutos, quando Roberto arrancou pela direita, deixou Egídio e Felipe Melo para trás e fez bom cruzamento para o meio da área. Quase da marca do pênalti, Everaldo jogou a bola por cima da meta.

Seis minutos mais tarde, pouco após Egídio entusiasmar a torcida palmeirense ao acertar o travessão em um chute de longa distância, Roberto decidiu resolver ele mesmo para o Novorizontino. Em novo avanço pela direita, o jogador levou a melhor sobre Edu Dracena, que caiu no gramado, invadiu a área e finalizou na saída do goleiro Fernando Prass para abrir o placar.

A vitória parcial deixou a torcida do Novorizontino em êxtase e colaborou com os planos do técnico Silas. Bem postada na defesa, a sua equipe dificultava o trabalho do setor criativo do Palmeiras, que, já escaldado, temia expor a defesa aos contra-ataques. Mais à frente, Borja se mostrava afoito para concluir a gol.

O técnico Eduardo Baptista só foi suspirar, aliviado, aos 38 minutos. Após tentativas de Egídio, Borja e Felipe Mello, a bola desviou em Edu Dracena e sobrou para Dudu, do lado direito da área, completar para dentro e correr para o abraço, sem se incomodar com as reclamações dos jogadores do Novorizontino. O time da casa queria que o impedimento fosse assinalado.

O empate, contudo, não tornou a partida imediatamente mais fácil para o Palmeiras. No princípio do segundo tempo, os donos da casa voltaram a usar a correria para assustar a defesa visitante, apostando bastante em Roberto, arma que havia surtido efeito nos primeiros minutos de jogo.

O Palmeiras foi ainda mais perigoso quando respondeu. Aos oito, Borja cabeceou depois de cruzamento de Fabiano e foi mais um a mandar a bola no travessão. No rebote, após toque nas costas do goleiro Michael, Willian não conseguiu empurrar para a rede.

Sem estar plenamente satisfeito com a melhora do Palmeiras, que tomou um susto quando Prass fez grande defesa em chute de Doriva, Eduardo Baptista decidiu trocar Willian por Keno, aos 20 minutos. Segundos depois, veio a virada. Borja escapou da marcação e ficou diante de Michael para fazer o gol – novamente sob protestos do Novorizontino, pedindo impedimento.

Sem se abater, o time mandante se lançou ao ataque nos minutos finais. Desperdiçou uma grande chance para empatar com Alexandro, que havia substituído Henrique Roberto, errando uma cabeçada, mesmo livre de marcação. Do outro lado, o Palmeiras passou a diminuir o ritmo, na tentativa de esfriar o ímpeto do adversário. Michel Bastos e Erik ocuparam as vagas de Dudu e Borja.

Mais tranquilo, o Palmeiras ainda chegou ao seu terceiro gol em Novo Horizonte. Aos 44 minutos, Róger Guedes completou de carrinho um cruzamento de Erik. Na comemoração, escalou o alambrado e acabou punido com o segundo cartão amarelo e consequentemente o vermelho. Para os torcedores palmeirenses, pouco importava. “Eliminado! Eliminado! Eliminado!”, gritaram para provocar os donos da casa.