Palmeiras sofre para definir permanência de Wesley e Alan Kardec

A situação mais complicada é a do volante, pois a cada dia parece mais difícil sua permanência

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16 ABR 201420h55

Wesley e Alan Kardec começam o Campeonato Brasileiro sem saber se estarão no Palmeiras após a Copa do Mundo. A situação mais complicada é a do volante, pois a cada dia parece mais difícil sua permanência. Tanto que, pela primeira vez, o empresário do atleta já admite a possibilidade de ele deixar o clube.

"Tivemos um contato com o Palmeiras faz uns dez ou 15 dias por telefone. A conversa está evoluindo, mas vamos esperar até a janela de julho. Caso não aconteça nada, a gente conversa", disse Antônio Bahia, empresário de Wesley.

O que deixa Wesley e seus empresários incomodados é o fato de o clube oferecer um salário bem abaixo do que o jogador esperava. O volante não se empolga com o contrato de produtividade proposto pela diretoria palmeirense e, para aceitar, quer que o valor fixo seja bem maior do que o Palmeiras se dispõe a pagar.

O Grêmio monitora a situação de Wesley. E nos bastidores palmeirenses, já se fala que o clube gaúcho vai oferecer 3 milhões de euros (R$ 9,2 milhões), metade do que o Palmeiras pagou para o Werder Bremen.

O São Paulo também está de olho em Wesley, que tem contrato até fevereiro do ano que vem com o Palmeiras - em agosto, já poderá assinar um pré-contrato para sair de graça. Por isso, a diretoria palmeirense não tem como pedir muito dinheiro para negociá-lo.

Quanto a Alan Kardec, a expectativa do pai do jogador, que também se chama Alan Kardec, era resolver a situação até terça-feira passada, mas não foi o que aconteceu. O atacante fez uma contraproposta e aguarda a resposta do Palmeiras, que tem a exclusividade na negociação até o fim do mês. Depois dessa data, outros podem conversar com ele.

Wesley e Alan Kardec começam o Campeonato Brasileiro sem saber se estarão no Palmeiras após a Copa do Mundo (Foto: Leandro Martins/Futura Press)

Outro negócio

Enquanto tenta manter Wesley e Alan Kardec, o Palmeiras já comunicou ao Oeste que pretende contratar o meia-atacante Serginho. Assim, vai discutir nos próximos dias o assunto com representantes do clube de Itápolis.

O vice-presidente e investidor do Oeste, Cidão, é quem vai negociar a transferência do jogador. Serginho está cedido por empréstimo ao Palmeiras até o dia 31 de maio e seu contrato com o clube de Itápolis se encerra em dezembro de 2016.

Na negociação, o Palmeiras vai adquirir 50% dos direitos do atleta e deve firmar um acordo de quatro ou cinco anos. Serginho já deixou claro que gostaria de ficar, embora não seja titular absoluto. Além de ser utilizado no meio, ele também é uma boa opção no ataque e na lateral-direita. "Acho que a essa versatilidade pode ser uma vantagem para eu ficar", apostou ele.