Palmeiras e Santos encaram o primeiro desafio na decisão do Paulistão

Os dois times mostraram ao longo do Estadual que é possível chegar ao topo jogando no ataque.

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26 ABR 201511h05

No início do ano, poucos apostariam na final do Campeonato Paulista que será disputada neste domingo no estádio Allianz Parque, em São Paulo, às 16 horas. O Palmeiras reconstruiu o time, trouxe 20 novas caras e mudou até a comissão técnica. O Santos perdeu importantes atletas por falta de pagamento de salários, demitiu técnico (Enderson Moreira) no meio da competição e parecia viver um ano de carestia. Dentro de campo, os clubes superaram todas as adversidades e farão uma decisão que tem tudo para ser eletrizante e muito disputada.

Os dois times mostraram ao longo do Estadual que é possível chegar ao topo jogando no ataque. Os técnicos Oswaldo de Oliveira e Marcelo Fernandes gostam de formação mais ofensiva e não devem abrir mão de suas ideias. Por isso, fica difícil apontar um favorito. “Pela carga maior de tempo sem um título, o Palmeiras é quem está mais pressionado. O Santos vem de sete finais consecutivas”, explicou Oswaldo, que estava no rival no ano passado.

Por isso, ele conhece bem o adversário e junto com o aprendizado da partida da fase de grupos - derrota por 2 a 1 - promete encurralar o adversário e conseguir uma boa vitória no primeiro jogo da decisão. Quanto à formação do time, ele tem praticamente força máxima.

As ausências devem ser Cristaldo e Valdivia, machucados. Os demais podem ir para o jogo. E, como uma boa decisão que se preze, o mistério impera. Oswaldo de Oliveira e Marcelo Fernandes não quiseram antecipar quem joga, mas deram algumas pistas. “Não estamos querendo esconder. É que realmente temos problemas”, assegurou o técnico santista.

No último confronto a estrela do atacante Ricardo Oliveria brilhou (Foto: Ricardo Saibun)

O time alviverde deve manter a formação tática que surpreendeu o Corinthians no estádio Itaquerão, com o “falso centroavante” que pode ser Rafael Marques ou Gabriel Jesus. Caso realmente seja titular, será a primeira vez que a revelação de 18 anos inicia uma partida no time principal. A ideia é fazer com que ele se movimente pelas pontas e entre na área quando tiver espaço, confundindo a marcação da combalida defesa santista, que não terá Werley, com dengue.

Na lateral direita, o volante Gabriel deve ser improvisado no setor para conter as subidas do rápido ataque santista, que não sabe se terá Robinho, com um edema na coxa esquerda.

Certo é que o time alvinegro vai apostar suas fichas na boa fase de Geuvânio, destaque na vitória sobre o São Paulo, pela semifinal, e também no faro de gol do artilheiro do Paulistão, o atacante Ricardo Oliveira.

A preocupação é com a marcação no meio, já que Valencia não deve atuar e o Palmeiras terá Cleiton Xavier e Robinho para distribuir o jogo.

Mistérios à parte, os dois treinadores parecem que não devem fazer grandes “invenções” e apostarão no que está dando certo em cada time.

FOGO AMIGO - Marcelo Fernandes foi auxiliar de Oswaldo de Oliveira no Santos, onde trabalhou no ano passado, quando deram início a uma grande amizade. “Nos falamos direto. Combinamos de tomar uma assim que der, mas essa semana evitamos nos falar”, brincou o treinador do Palmeiras.

Quis o destino que meses depois de sua saída eles se reencontrassem, agora decidindo um título. “Fico feliz em vê-lo bem-sucedido e reconheço que tenho interferência disso. Se o Palmeiras perder para o Santos dirigido pelo Marcelo não será tão ruim”, completou.

O treinador santista admite que Oswaldo de Oliveira pode levar vantagem no confronto por conhecer boa parte do elenco e ter sido um de seus professores. “A experiência é tudo. Somos amigos e lutaremos pelo nosso lado. Ele tem a filosofia de trabalho, mas é malandro também e pode mudar alguma coisa”, projetou o jovem comandante santista.