Oswaldo brinca sobre "tapete puxado" e sugere entrevista da diretoria

O técnico se mostrou completamente inabalado pela pressão que pode culminar em sua saída do Palmeiras em caso de derrota para o Corinthians

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29 MAI 201518h38

“A semana está ótima, eu estava até tirando uma sonequinha agora.” A frase mostra o espírito de Oswaldo de Oliveira durante sua entrevista coletiva, nesta sexta-feira. O técnico se mostrou completamente inabalado pela pressão que pode culminar em sua saída do Palmeiras em caso de derrota para o Corinthians, no domingo, e até sugeriu que alguém da diretoria se manifestasse sobre o assunto.

“Era mais conveniente que essas respostas viessem de outras pessoas”, comentou o treinador. Oswaldo já deixou claro que não gostou da bronca do diretor de futebol Alexandre Mattos em reunião diante da imprensa, na segunda-feira, e não foi defendido por nenhum dirigente em meio à crise pelos três jogos seguidos sem vitória nem gol.

Mas o técnico não perde o bom humor, até brincando pela insistência nas perguntas sobre o risco de ficar desempregado. “Está estranha essa entrevista. Você querem puxar o meu tapete, rapaziada?”, sorriu Oswaldo, absolutamente tranquilo, independentemente da pressão no presidente Paulo Nobre para sua demissão. O Derby pode realmente ser o seu adeus em caso de novo insucesso.

“Sempre tem pressão. Um jogo desses sempre encerra muita coisa. É um clássico tradicional, muito importante. Mas não posso falar sobre essa questão de permanência. Se dependesse de mim, eu permaneceria. É só isso que posso dizer. Ganhando ou não, quero trabalhar normalmente”, comentou.

“Procuro fazer o meu trabalho com calma e tranquilidade. Grandes clubes como o Palmeiras sempre precisam de vitórias e grandes jogos, mas faço tudo com naturalidade, sem alteração de ânimo. Ajo de forma bastante profissional, fazendo tudo o que preciso fazer”, continuou, repetindo que não mudará seu esquema, que já foi facilmente marcado até pelo ASA, da terceira divisão nacional.

Oswaldo revelou que não se sente pressionado (Foto: Reprodução/Facebook)

“Vejo todas as equipes bem sucedidas do mundo jogando como o Palmeiras. Agora temos um jogo importante e tentamos transformar o ânimo e a preparação para a equipe tentar vencer. Chega de barreira, né? Que não tenhamos mais 74% de posse de bola e derrota, que nos vençam com mais equilíbrio”, declarou, até agradecendo aos torcedores, apesar dos xingamentos e pedidos por sua saída do clube após o 0 a 0 diante do ASA, na quarta-feira, no Palestra Itália.

“Só quero agradecer muito aos torcedores do Palmeiras porque têm sido impecáveis, com um comportamento excelente, mostrando apoio principalmente depois dos percalços que o time teve nos anos recentes. Estamos todos aqui trabalhando muito para dar a eles o que estão esperando”, avisou.