Oliveira não vê Seleção como consolo e abre as portas para concorrente

O atacante quase deixou o Santos nesta temporada para atuar no futebol chinês e viu o clube trazer Joel para ser sua sombra

Depois do fim das negociações que culminaram com a permanência de Ricardo Oliveira no Santos, mesmo contra a vontade do atleta, pairou a dúvida sobre seu futuro no time da Vila Belmiro. Em campo, porém, o camisa 9 voltou a ser decisivo no clássico contra o Corinthians e, depois da partida deste domingo, frente ao Rio Claro, se apresentará à Seleção Brasileira novamente. Questionado se a convocação poderia ser vista como consolo depois do jogador ter sido impedido de assinar um contrato de milionário com os chineses, Oliveira foi enfático.

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“Não. Seleção brasileira não é pra consolar ninguém. É por méritos. Você tem que ir e saber da responsabilidade que você tem, do peso que você tem. Não serve de consolo para nada”, reforçou, antes de ressaltar seu comprometimento ao longo da carreira e o fato de outros atletas convocados por Dunga terem se transferidos para a China.

“Temos dois grandes exemplos que estão na seleção brasileira. O Renato e o Gil. Não sei se estaria ou não, mas o próprio treinador disse que está olhando o futebol chinês. O mundo está olhando para lá. Será uma liga mais competitiva. Na Arábia, fui duas vezes. Existia essa desconfiança, voltei para o São Paulo (2006) e competi em alto nível. Voltei ano passado, com 34 anos, e perguntam: ‘será que vai?’. Minha genética é essa. Vou ajudar e fazer gol”, completou.

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Titular absoluto no Peixe, Ricardo Oliveira viu o clube trazer Joel para ser sua sombra no elenco e admitiu que já chegou a ser consultado pela diretoria sobre a contratação de mais um centroavante. Existe um temor no Santos de que os chineses voltem à carga no meio do ano. Oliveira, no entanto, garante seu foco agora está no Santos.

“Eu nem penso. Meu foco é no dia a dia. Não sei o que vai acontecer amanhã. Me foi perguntado se afetaria a chegada de outro atacante para suprir minha ausência quando eu não jogar ou quando estiver servindo a Seleção. Já passou. Se chegar outro atleta, vai ser bem recebido. É bom, porque gera competitividade. Não gosto de zona de conforto. É benéfico para o jogador e para o time”, explicou.

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Prestes a completar 36 anos (em maio), Ricardo Oliveira teria uma possibilidade de receber um salário superior a R$ 1 milhão por mês durante duas temporadas na China. Apesar de nunca esconder seu desejo de que a transferência fosse concretizada, o jogador evita exagerar nas lamentações e prefere apontar as vantagens em ter continuado no Brasil.

“O lado positivo é que você está vestindo a camisa de um grande clube do futebol mundial, que você está em evidência, próximo da Seleção Brasileira e continua fazendo gols para uma torcida que nos abraça. Estar ao lado da família e dos amigos. É bom competir no Brasil, com essa idade, e servir a Seleção Brasileira, onde estão os melhores”, concluiu.