Neymar vê injustiça em expulsão e Muricy aponta exagero do árbitro

O camisa 11 do Peixe se manifestou contrariamente à expulsão e acabou tendo o discurso acompanhado pelo técnico Muricy Ramalho

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17 FEV 201322h02

O principal lance da vitória por 3 a 1 da Ponte Preta, neste domingo, sobre o Santos, não foi um dos gols de Alemão, mas sim as expulsões de Neymar e Artur, em confusão ocorrida aos 46 minutos do primeiro tempo. Logo na saída do gramado do estádio Moisés Lucarelli, o camisa 11 do Peixe se manifestou contrariamente à expulsão e acabou tendo o discurso acompanhado pelo técnico Muricy Ramalho, que viu ‘exagero’ na marcação do árbitro Luiz Flávio de Oliveira.

“Nem eu sei porque fui expulso. Acho que não era para nenhum dos dois ter sido expulso, porque foi uma jogada normal de choque. Era para ter sido expulso o Cleber, que não foi, mas me deu um tapa. Eu tentei chutar a bola, agora não pode mais fazer isso? Com certeza não merecia ter sido expulso, não acreditei”, explicou Neymar, logo após o recebimento do cartão vermelho que o tira da partida do próximo domingo, contra o XV de Piracicaba.

O lance começou após uma falta cometida pelo zagueiro Edu Dracena no goleiro Edson Bastos, da Ponte Preta. A bola sobrou no meio da área e Neymar tentou afastá-la pela linha de fundo, mas acertou a canela do lateral Artur, que logo lhe deu uma cotovelada nas costas. Para proteger o companheiro, Cleber acertou o rosto de Neymar, que caiu no gramado e foi expulso logo depois, ao lado de Artur.

Neymar afirmou que a expulsão foi injusta e exagerada (Foto: Divulgação/Santos FC)

“Se eu tivesse dado um tapa na cara dele eu teria sido expulso”, justificou o zagueiro Cleber, se isentando de culpa no lance. Nos vestiários do Moisés Lucarelli, o técnico Muricy Ramalho fez questão de comentar o lance das expulsões e apontou um exagero do árbitro, não um erro propriamente dito.

“Foi um pouco exagerado, porque não foi agressão, foi coisa de futebol. Nem o Neymar e nem o Artur praticaram agressão. Mas o árbitro tem seu critério, às vezes quer controlar a partida. Como ele (Luiz Flávio de Oliveira) é acima da média, a gente aceita, porque é seguro, correto e tem seus critérios, temos que respeitar. Foi ruim para o jogo, perdemos bastante com a saída do Neymar”, explicou o comandante.