O atacante Neymar participou de torneio de futebol amador que leva o seu nome, nesta sexta-feira, em Praia Grande, e comentou sobre a expectativa para a sua participação na Olimpíada do Rio de Janeiro, em agosto. Ele disse não se importar com a grande pressão pelo ouro olímpico – o futebol brasileiro nunca chegou ao lugar mais alto do pódio no grande evento multiesportivo.
Esta, aliás, será a segunda chance do craque do Barcelona botar fim ao incômodo tabu. Ele participou dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Na época, ainda com 20 anos, ele teve atuações destacadas, mas não conseguiu evitar derrota para o México na grande final. O Brasil ficou com a medalha de prata em solo inglês.
“Eu vivo pressão desde os meus 13 anos, então não vejo isso como um pressão para a minha vida. Vejo como uma honra e uma oportunidade grande para defender meu país e realizar mais um sonho, que é chegar à segunda Olimpíada na minha carreira. Acho que é a hora de vencer e conquistar o ouro. Teria um significado muito especial”, afirmou.
Mesmo sendo o principal jogador brasileiro na atualidade e a grande referência do time formado por atletas com idade abaixo dos 23 anos, – o atacante Douglas Costa e o goleiro Fernando Prass são as outras exceções – Neymar não tem garantida a braçadeira de capitão. Ele era o dono da faixa na era Dunga, mas o novo comandante Tite não confirmou a liderança em campo. O ex-santista, no entanto, tratou de minimizar a responsabilidade.
– A braçadeira de capitão é um rótulo. Eu acho não é um prêmio tão importante. Cada um tem sua função em campo e sabe da sua importância. Não é porque uso a braçadeira que sou o capitão. Também pode ter capitão sem braçadeira. O treinador fará a melhor escolha – completou.
Assim como os demais companheiros, Neymar parte rumo à concentração na Granja Comary, em Teresópolis (RJ) no próximo dia 18. A estreia do Brasil acontecem no dia 04 de agosto, contra África do Sul.
