Nadal admite estar longe do seu auge: 'Não sou tão bom quanto antes'

A derrota do epsanhol para Andy Murray na final do Masters 1000 de Madri no último domingo foi a sua quarta no saibro neste ano

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12 MAI 201514h40

Depois de uma década em que esteve no topo do tênis ou próximo dele, Rafael Nadal admite e aceita que não é mais tão dominante. "Obviamente hoje eu não sou tão bom quanto antes", disse, nesta terça-feira, na véspera da sua estreia no Masters 1000 de Roma. "A vida tem sido fantástica comigo. Hoje eu não estou ganhando tanto como no passado. A vida continua".

Na última segunda-feira, Nadal deixou o Top 5 do ranking da ATP pela primeira vez em dez anos ao cair para o sétimo lugar. E ele está lutando para voltar ao seu melhor depois de sofrer com uma lesão no pulso e ter uma apendicite na última temporada. "Sou o número 6 na corrida. Não é um desastre", disse, se referindo ao ranking desta temporada.

A derrota de Nadal para Andy Murray na final do Masters 1000 de Madri no último domingo foi a sua quarta no saibro neste ano, apenas duas semanas antes de iniciar sua busca pelo décimo título de Roland Garros. Esta é a primeira vez que ele foi batido quatro vezes no saibro durante uma temporada desde 2003.

"Você está errado se acha que a última semana foi uma semana negativa para mim", disse Nadal. "A semana passada foi uma semana positiva para a confiança e várias outras coisas. Vamos ver se esta semana eu posso melhorar em comparação com a semana passada".

Nadal admitiu estar longe do seu auge (Foto: Associated Press)

De bye na primeira rodada em Roma, Nadal estreia nesta quarta-feira diante do turco Marsel Ilhan, que veio do qualifying. O espanhol, campeão sete vezes do torneio italiano, rejeitou a possibilidade de considerar uma mudança de técnico, deixando de trabalhar com Toni Nadal, seu tio. "Se as coisas não estão indo bem é porque eu não estou jogando bem", disse. "Não por causa do treinador".

Nadal acrescentou que nunca vai demitir seu tio. "Não. Não é apenas a minha decisão", disse. "Essa é uma decisão de duas pessoas, não apenas uma. Não se esqueça que Toni é mais meu tio do que o meu treinador. Se, em qualquer momento da minha carreira eu mudar algum membro da minha equipe, não vai ser porque estou perdendo ou ganhando. Será porque não há motivação suficiente para um ou o outro".

O espanhol lembrou que sempre trabalhou com as mesmas pessoas durante a sua carreira. "E eu não acho que a minha carreira é uma carreira ruim. Se eu não estou jogando tao bem hoje, não é porque eles não estão fazendo o trabalho direito. Eu não sei se vou estar com meu tio até eu terminar a minha carreira porque não sei o que vai acontecer amanhã. Eu não posso prever o que vai acontecer amanhã. Mas eu não estou pensando em mudar meu treinador hoje", concluiu Nadal.