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Esportes

Nadador santista quer o Mundial em 2019

Guilherme Maia (Fupes) escreveu seu nome na história do esporte brasileiro em 2017

O que vem acontecendo hoje é fruto de um trabalho de dois anos / Divulgação/PMS

Guilherme Maia (Fupes) escreveu seu nome na história do esporte brasileiro em 2017, quando na Surdolimpíada, em Samsun, na Turquia, conquistou uma medalha de ouro nos 200 metros livres, com direito a quebra do recorde mundial para surdos. Também foi bronze nos 100 metros livres. Agora, o nadador santista quer mais: vencer o Campeonato Mundial que será realizado no ano que vem, em São Paulo.

"O que fiz no ano passado foi muito importante. Melhor tempo da minha vida, primeira medalha da história Brasil, um feito inédito. No Mundial, vou buscar não só vencer novamente como bater meu próprio recorde. Estou na terceira das 50 semanas de preparação e tudo está sendo planejado para alcançar esse objetivo", explica Maia, 29 anos, que é surdo oralizado.

O que vem acontecendo hoje é fruto de um trabalho de dois anos. Os resultados não vinham sendo os desejados, quando então passou a ser treinado por Guilherme Monteiro. Em comum, além do nome e idade, a história dos dois. Foram companheiros de equipe desde os 14 anos, competindo nas categorias infantil, juvenil e júnior. Até tomarem caminhos diferentes, mas sempre nas piscinas.

"Ele estava desanimado com os resultados.  Mudamos o treinamento otimizando tempo, menos metragem com maior intensidade. Deu certo. No mundial, em 2019, ele pode não só buscar o novo recorde nos 200 metros livres como também chegar próximo no dos 100 metros, conseguindo o bronze na Surdolímpiada", aposta Monteiro.

Pan-americano

No Open Pan-Americano de Atletismo, Natação e Tênis de Mesa de Surdos, em Guayaquil, no Equador, disputado de 17 a 20 de setembro, Guilherme Maia conquistou cinco medalhas de ouro, com recordes pan-americanos nos 100m costas, 50m, 100m, 200m e 400m nado livre. Nos 100m borboleta, ficou com a prata. O santista foi o grande destaque brasileiro na competição.

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