O evento “MMA na Netflix” movimentou o universo das lutas no último fim de semana e abriu um novo debate envolvendo os pagamentos feitos aos atletas no UFC.
Com bolsas milionárias até mesmo para lutadores do card preliminar, o projeto ligado a Jake Paul evidenciou uma diferença considerável em relação aos contratos tradicionais da principal organização de MMA do mundo.
Transmitido pela Netflix, o evento reuniu nomes conhecidos do esporte e apresentou uma estrutura financeira incomum para os padrões atuais do MMA. Ronda Rousey recebeu US$ 2,2 milhões, cerca de R$ 11 milhões, enquanto Francis Ngannou faturou US$ 1,5 milhão, aproximadamente R$ 7,5 milhões.
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MMA na Netflix expõe diferença salarial em relação ao UFC
A princípio, um dos exemplos mais comentados envolve Aline Pereira, irmã de Alex Pereira. Mesmo aparecendo entre os menores pagamentos do evento, a brasileira recebeu US$ 40 mil.
Além disso, Albert Morales, Jade Masson-Wong e Brandon Jenkins também receberam a mesma quantia. No entanto, no UFC, o contrato inicial padrão costuma girar em torno de US$ 12 mil para lutar e outros US$ 12 mil em caso de vitória. Ou seja, mesmo vencendo, muitos estreantes da organização ainda faturam menos do que atletas do card preliminar do “MMA na Netflix”.
Dessa forma, a comparação ampliou novamente a discussão sobre a divisão de receitas no MMA. Há anos, lutadores e empresários questionam os valores distribuídos pelo UFC, principalmente quando comparados a outras grandes ligas esportivas.
Confira os salários pagos no “MMA na Netflix”
De fato, os valores divulgados após o evento aumentaram ainda mais a comparação com o modelo financeiro do UFC. Além das cifras milionárias destinadas às principais estrelas, até atletas do card preliminar receberam bolsas acima do contrato inicial tradicional da organização.
- Ronda Rousey: US$ 2,2 milhões (cerca de R$ 11 milhões)
- Gina Carano: US$ 1,05 milhão (aproximadamente R$ 5,2 milhões)
- Nate Diaz: US$ 500 mil (cerca de R$ 2,5 milhões)
- Mike Perry: US$ 400 mil (aproximadamente R$ 2 milhões)
- Francis Ngannou: US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 7,5 milhões)
- Philipe Lins: US$ 100 mil (aproximadamente R$ 500 mil)
- Salahdine Parnasse: US$ 70 mil (cerca de R$ 350 mil)
- Kenny Cross: US$ 50 mil (aproximadamente R$ 250 mil)
- Junior dos Santos: US$ 80 mil (cerca de R$ 400 mil)
- Robelis Despaigne: US$ 50 mil (aproximadamente R$ 250 mil)
- Namo Fazil: US$ 40 mil (cerca de R$ 200 mil)
- Jake Babian: US$ 40 mil (cerca de R$ 200 mil)
- Adriano Moraes: US$ 80 mil (aproximadamente R$ 400 mil)
- Phumi Nkuta: US$ 60 mil (cerca de R$ 300 mil)
- Jason Jackson: US$ 110 mil (aproximadamente R$ 550 mil)
- Jeff Creighton: US$ 50 mil (cerca de R$ 250 mil)
- David Mgoyan: US$ 50 mil (aproximadamente R$ 250 mil)
- Albert Morales: US$ 40 mil (cerca de R$ 200 mil)
- Aline Pereira: US$ 40 mil (aproximadamente R$ 200 mil)
- Jade Masson-Wong: US$ 40 mil (cerca de R$ 200 mil)
- Chris Avila: US$ 50 mil (aproximadamente R$ 250 mil)
- Brandon Jenkins: US$ 40 mil (cerca de R$ 200 mil)
UFC passa a conviver com nova pressão no mercado
Por fim, o impacto do “MMA na Netflix” também aumentou a discussão sobre possíveis mudanças no mercado das lutas nos próximos anos. Plataformas de streaming possuem capacidade financeira para competir diretamente com modelos tradicionais do esporte, principalmente quando conseguem oferecer contratos mais agressivos aos atletas.
Além disso, a entrada da Netflix no MMA cria um novo cenário para lutadores que buscam maior valorização financeira fora do UFC. O debate sobre salários, que já existia há bastante tempo, ganhou um novo capítulo após os valores revelados pelo evento.












