A estreia da Argentina na Copa do Mundo de 2026 entrou para a história do futebol mundial. Aos 38 anos, Lionel Messi marcou três gols na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia e, além disso, alcançou uma série de marcas históricas no principal torneio do esporte, incluindo um recorde que pertencia ao Rei Pelé.
Com o hat-trick, Messi chegou a 24 participações diretas em gols em Copas do Mundo, somando gols e assistências, e, dessa forma, ultrapassou as 21 contribuições de Pelé. O argentino também se tornou o primeiro jogador da história a disputar seis edições de Copa do Mundo, ampliando ainda mais seu legado no futebol internacional.
Além da marca histórica sobre Pelé, o camisa 10 argentino atingiu outros números expressivos na competição:
- Único atleta masculino a disputar seis Copas do Mundo;
- Jogador com mais partidas na história dos Mundiais;
- Atleta com mais participações diretas em gols em Copas;
- Jogador mais velho a marcar um hat-trick em Copa do Mundo;
- Um dos únicos atletas a marcar em cinco edições diferentes do torneio.
Messi supera marcas históricas de Pelé em Copas
A atuação histórica reacendeu imediatamente o debate sobre quem seria o maior jogador da história do futebol. Embora Pelé siga como o único tricampeão mundial da história como protagonista de sua seleção, Messi passou a superar o brasileiro em diferentes marcas relacionadas à longevidade, regularidade e produção ofensiva em Copas do Mundo.
Em gols marcados em Mundiais, por exemplo, Messi chegou a 16 e abriu vantagem sobre os 12 anotados por Pelé. Além disso, o argentino também ampliou a diferença em número de partidas disputadas, reflexo de uma carreira que atravessou duas décadas em alto nível pela seleção argentina.
Outro ponto que reforça a dimensão histórica da carreira de Messi é a longevidade competitiva. Sua primeira participação em Copas aconteceu em 2006, na Alemanha. Agora, vinte anos depois, o camisa 10 segue decisivo em uma edição de Mundial, algo raro mesmo entre os maiores nomes da história do esporte.
Os números de Messi e Pelé no futebol
A comparação entre os dois gigantes do futebol envolve diferentes contextos históricos, gerações e estilos de jogo. Ainda assim, os números ajudam a mostrar a dimensão alcançada pelos dois atletas ao longo das carreiras.
Lionel Messi:
- Mais de 890 gols oficiais;
- Campeão da Copa do Mundo de 2022;
- Oito Bolas de Ouro;
- Maior artilheiro da história da Argentina;
- Recordista de jogos e participações em gols em Copas do Mundo.
Pelé:
- Mais de 1.000 gols na carreira;
- Único jogador tricampeão mundial;
- Campeão das Copas de 1958, 1962 e 1970;
- Principal símbolo da internacionalização do futebol no século XX;
- Referência histórica para diferentes gerações do esporte.
Debate divide jogadores e ex-atletas
A nova atuação histórica de Messi também voltou a movimentar opiniões entre jogadores, ex-atletas e personalidades do futebol mundial. Após a estreia da França na Copa, o atacante Kylian Mbappé afirmou que Pelé segue sendo o maior nome da história do esporte.
Em contrapartida, outros personagens importantes do futebol já colocaram Messi no topo da lista nos últimos anos. O ex-atacante Thierry Henry, por exemplo, classificou o argentino como “o jogador mais completo da história”, enquanto o técnico Pep Guardiola afirmou anteriormente que Messi é “o maior jogador que já viu”.
Além deles, nomes como Neymar, Luis Suárez e Andrés Iniesta também já declararam publicamente que colocam o argentino entre os maiores atletas da história do futebol.
Debate segue sem consenso definitivo
Apesar dos recordes históricos alcançados por Messi, a discussão sobre o maior jogador da história permanece aberta entre torcedores, jornalistas e ex-jogadores. Para muitos, os números, a longevidade e o domínio técnico do argentino reforçam sua posição no topo do futebol mundial.
Por outro lado, Pelé continua sendo visto como o principal responsável pela transformação do futebol em fenômeno global, além de manter marcas históricas consideradas praticamente inalcançáveis, como os três títulos mundiais conquistados pela seleção brasileira.
Mais do que encerrar o debate, a atuação de Messi na estreia da Copa do Mundo de 2026 parece ter ampliado ainda mais uma das discussões mais emblemáticas da história do esporte.















