Menor chega à Vara da Infância para assumir culpa em morte de Kevin

Cercado por curiosos que se aglomeravam no local, o garoto entrou no prédio no banco da frente do veículo de seu advogado

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25 FEV 201317h34

O menor de idade que assumirá a culpa pela morte do garoto Kevin Espada, de 14 anos, chegou nesta segunda-feira (25) à Vara da Infância e Juventude para prestar depoimento. Cercado por curiosos que se aglomeravam no local, o garoto entrou no prédio no banco da frente do veículo de seu advogado e agora esclarecerá os detalhes envolvendo a tragédia na estreia do Corinthians na Copa Libertadores, contra o San José, em Oruros, na Bolívia.

O veículo com o menor chegou ao prédio por volta das 14h50 (de Brasília). A presença do corintiano atraiu a atenção de moradores da região e teve dificuldades para passar pelos fotógrafos que se aglomeraram em sua frente. A sua passagem pelo local também não gerou nenhum tipo de protesto dos curiosos, que estavam mais interessados em aparecer na televisão ou registrar o momento através das câmeras de celular.

O advogado Ricardo Cabral, responsável por proteger os interesses da torcida Gaviões da Fiel neste caso, já havia concedido entrevista durante o período da manhã desta segunda-feira (25). O representante da organizada afirmou que o menor de idade foi o responsável por comprar todos os seis sinalizadores que foram levados até a Bolívia. O torcedor teria gastado cerca de R$ 20 em cada artefato e adentrou ao estádio com os utensílios dentro de uma mochila.

Acompanhado de seu advogado, o corintiano menor de idade adentrou a Vara da Infância e Juventude para assumir a culpa pela morte do boliviano Kevin Espada, de 14 anos (Foto: Djalma Vassão/ Gazeta Press)

Cabral também informou que o garoto não sabia manusear o sinalizador que tinha em mãos e foi surpreendido pelo rojão que matou Kevin Espada. Ainda de acordo com a versão da Gaviões da Fiel, o torcedor foi hostilizado pelos outros alvinegros que estavam nas arquibancadas e deixou a mochila no local para não se envolver em confusões. Em seguida, os artefatos foram coletados por membros da torcida, que acabaram detidos após a revista policial.

A expectativa é que o depoimento do corintiano auxilie na liberação dos 12 torcedores que continuam detidos pelas autoridades de Oruro. O promotor do caso avaliará a veracidade das declarações do menor e também transmitirá o conteúdo para a polícia boliviana. Se os relatos procederem perante a Justiça brasileira, o garoto será conduzido a um juiz para ouvir quais medidas legais serão tomadas daqui em diante. A sua extradição para a Bolívia foi descartada.