A primeira vitória do Brasil na Copa do Mundo de 2026 teve um protagonista inesperado. Escalado como titular por Carlo Ancelotti, Matheus Cunha marcou dois gols na vitória sobre o Haiti e chamou atenção não apenas pelo desempenho dentro de campo, mas também pela comemoração diferente que exibiu após balançar as redes.
Ao celebrar os gols, o atacante simulou estar surfando sobre uma prancha. O gesto despertou curiosidade entre torcedores e rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados da rodada. Por trás da comemoração, existe uma história que liga o camisa 9 da Seleção Brasileira a uma de suas maiores paixões fora do futebol: o surfe.
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Matheus Cunha encontrou no surfe uma paixão longe dos gramados
Natural de João Pessoa, na Paraíba, Matheus Cunha construiu carreira no futebol europeu e atualmente defende o Manchester United. No entanto, nos períodos de férias e descanso, costuma trocar os campos pelas ondas.
O interesse pelo surfe surgiu durante uma viagem para Baía Formosa, no Rio Grande do Norte, um dos principais berços do esporte no Brasil. Foi ali que o atacante conheceu surfistas locais e passou a ter contato mais próximo com a modalidade.
Em entrevista ao ge, o jogador explicou como tudo começou.
” O surfe apareceu na minha vida em um momento de lazer e descanso. Estava tirando alguns dias de férias em Baía Formosa, no Rio Grande do Norte, e lá tive o prazer de conhecer alguns surfistas. Desde então, tomei gosto pelo esporte e procuro praticá-lo sempre que tenho um tempo livre.”
Além disso, Cunha desenvolveu amizade com Italo Ferreira, um dos maiores nomes da história do surfe brasileiro. A proximidade ajudou a fortalecer ainda mais a conexão do atacante com o esporte.
Comemoração homenageia quem ensinou o atacante a surfar
A famosa comemoração não surgiu por acaso. O próprio Matheus Cunha já explicou que o gesto é uma homenagem às pessoas que o ajudaram a dar os primeiros passos sobre uma prancha.
Em entrevista à ESPN, o atacante revelou o significado da celebração.
“Eu tento surfar quando vou ao Brasil. Eu vou a uma pequena vila perto da minha cidade. Eles me ensinaram como começar a surfar. E, sim, agora estou me considerando um surfista. É tipo uma comemoração em homenagem a quem me ensinou a surfar.”
Dessa forma, toda vez que marca um gol, o jogador aproveita para agradecer aos amigos e professores que apresentaram o esporte em sua vida.
Nem a Inglaterra afastou Matheus Cunha das ondas
Mesmo morando na Inglaterra, onde atua pelo Manchester United, o atacante encontrou maneiras de manter o hábito.
Segundo relatos do próprio jogador, ele aproveita períodos de folga para frequentar estruturas de ondas artificiais na região de Bristol. Assim, consegue continuar treinando e praticando o esporte mesmo longe das praias brasileiras.
A ligação com o surfe se tornou tão forte que já faz parte da identidade do atacante. Não por acaso, a comemoração apareceu justamente no maior palco do futebol mundial.
Noite especial na Copa do Mundo
Os gols contra o Haiti tiveram um significado ainda maior para Matheus Cunha. Além de ajudar o Brasil a conquistar sua primeira vitória no torneio, o atacante encerrou um longo jejum com a camisa da Seleção.
O jogador não marcava pelo Brasil desde março de 2025. Além disso, os dois gols representaram os primeiros de sua carreira em uma Copa do Mundo.
















