No futebol e até na vida existe aquela velha frase: “time que está ganhando não se mexe”. Mas, quando o assunto é Copa do Mundo, essa lógica parece se transformar em uma maldição que anda tirando o sono até de Lionel Messi.
Quando uma seleção conquista a Copa, o país para. Os jogadores entram para a história, viram heróis eternos e a festa parece não ter fim.
O problema começa na edição seguinte do Mundial. Com frequência, o atual campeão faz uma campanha decepcionante e acaba eliminado muito antes do esperado.
A bola da vez é a Argentina. A equipe de Messi e companhia chega a 2026 como atual campeã do mundo e tenta escapar de um roteiro que se repetiu várias vezes nas últimas décadas.
A maldição nas últimas Copas
A chamada “maldição do campeão” ganhou força após uma sequência impressionante de eliminações precoces de seleções campeãs mundiais.
A França, campeã em 1998, caiu ainda na fase de grupos em 2002.
O mesmo aconteceu com a Itália, vencedora em 2006 e eliminada na primeira fase em 2010.
Depois, a Espanha repetiu o roteiro ao cair na fase de grupos em 2014, apenas quatro anos após conquistar o título de 2010.
Já a Alemanha, campeã em 2014, também não passou da fase inicial da Copa de 2018.
Nos tempos modernos, a França foi a grande exceção. Após vencer a Croácia e conquistar a Copa de 2018, a seleção de Kylian Mbappé chegou novamente à final em 2022 e terminou com o vice-campeonato, quebrando parcialmente a sequência da “maldição”.
Brasil e maldição
Após conquistar o pentacampeonato em 2002, a Seleção Brasileira chegou à Copa de 2006 cercada de expectativas, mas acabou eliminada nas quartas de final pela França.
Embora não tenha caído na fase de grupos, como aconteceu com outros campeões, o desempenho ficou abaixo do esperado para quem defendia o título.
Já em 1998, o Brasil chegou à final como atual campeão da Copa de 1994, mas perdeu para a França por 3 a 0.
Por outro lado, o país escapou de eliminações precoces que atingiram França, Itália, Espanha e Alemanha nas edições seguintes aos seus títulos.
