Lulinha comanda vitória do Red Bull e complica Verdão para mata-mata

A tentativa de reabilitação fica para sábado, quando o Palmeiras recebe o Mogi Mirim, às 18h30

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29 MAR 201520h36

Na quarta-feira, o Palmeiras teve um convincente jogo coletivo pela primeira vez no ano e venceu o São Paulo por 3 a 0. Neste domingo, porém, erros individuais de Dudu e Vitor Hugo colocaram por terra o benefício daquele clássico. O time perdeu por 2 a 0, no Moisés Lucarelli, para o Red Bull, com Lulinha balançando as redes e dando assistência para o outro gol de sua equipe.

O Verdão já está classificado em primeiro lugar no grupo, mas precisa terminar a primeira fase com campanha melhor do que Corinthians e São Paulo para jogar em casa nas quartas de final, como prevê o regulamento. Com a derrota deste fim de semana, o time parou nos 27 pontos, voltou a ser ultrapassado pelo Tricolor e não pode mais alcançar o Timão na busca pela maior pontuação nesta fase.

Fruto de uma noite nada inspirada. Os comandados de Oswaldo de Oliveira pouco acertaram e um toque de calcanhar de Dudu virou contra-ataque que Lulinha concluiu nas redes de Fernando Prass, aos 19 minutos. Ainda no primeiro tempo, aos 33, o meia-atacante formado no Corinthians se aproveitou de indolência de Rafael Marques no campo de defesa e cruzou. Perdido na área, Vitor Hugo só olhou para trás, vendo Fabiano Eller completamente livre para fazer 2 a 0.

O Palmeiras ainda ouviu a reduzida torcida do Red Bull pedir “mais um”. A tentativa de reabilitação fica para sábado, quando o time recebe o Mogi Mirim, às 18h30 (de Brasília), no Palestra Itália. O Red Bull, agora com 21 pontos e firme na segunda colocação (que dá vaga nas quartas de final) do grupo A, visita a Portuguesa às 17 horas de domingo.

Após vitória no clássico, o Palmeiras perdeu fora de casa (Foto: Divulgação/Red Bull Brasil)

O jogo

Oswaldo de Oliveira não quis inventar e manteve exatamente a mesma escalação e estrutura tática da convincente vitória sobre o São Paulo, na quarta-feira. Mas faltaram elementos que tinham sido fundamentais no Choque-Rei: aplicação e inspiração.

O Red Bull iniciou a partida fazendo o básico, passando os cinco primeiros minutos jogando no campo adversário e, depois, preencheu sua intermediária. Rapidamente, percebeu como a simples estratégia foi suficiente para afastar o rival de sua área. Os toques de primeira e de lado do Palmeiras eram inúteis, já que qualquer tabela parava antes mesmo da meia-lua.

Logo, a consequência negativa da primeira vitória alviverde em clássicos neste ano ficou clara, de forma decisiva. Aos 19 minutos, Dudu, destaque no Choque-Rei, tentou um toque de calcanhar e criou contra-ataque para o Red Bull. O Verdão não teve gana para se recompor completamente e Everton Silva foi carregando a bola até a entregar para Lulinha deslocar Fernando Prass, de primeira.

Robinho ia de lado a lado, Cristaldo tentava puxar a marcação, Zé Roberto e Arouca passavam com frequência, mas faltava inspiração para o Palmeiras, ao menos, fazer o goleiro Juninho trabalhar. Tranquilo, o Red Bull já tinha entendido que sua aplicação na marcação se transformaria em contra-ataque fatal, até por ter mais empenho que o rival.

A situação voltou a ficar evidente aos 33 minutos. No campo de defesa, Rafael marques não esticou o pé para afastar a bola e acabou levando um drible da vaca de Lulinha, que cruzou na área. Completamente perdido e em posição inútil na grande área, Vitor Hugo só olhou para trás, vendo Fabiano Eller absolutamente livre para cabecear nas redes de Fernando Prass.

Apesar do pífio desempenho no primeiro tempo, Oswaldo de Oliveira não fez alterações no intervalo. Apostou, basicamente, na conversa para fazer o seu time acordar. Bastou o Palmeiras forçar um pouco para, aos quatro minutos, Arouca fazer desarme no campo de ataque e a bola sobrar para Dudu, com o gol vazio, chutar em cima do lateral Jonas.

O lance, porém, foi uma exceção na fraca noite palmeirense. O técnico se viu obrigado a sacar Zé Roberto, com problema muscular, e também Cristaldo, inútil em campo. Entraram Victor Luis e Gabriel Jesus, que em seu primeiro lance, aos 13, obrigou o goleiro Juninho, enfim, a fazer boa defesa.

A recomposição defensiva do Verdão, porém, continuava praticamente inexistente, e o ataque não melhorou com a troca do discreto Robinho por Alan Patrick. O Red Bull só precisou aumentar sua cautela, preenchendo o seu campo enquanto quem vestia verde tocava a bola de pé em pé inutilmente.