Luis Fabiano é absolvido em público, mas deve receber advertência

Segundo seus colegas, ele não teria se excedido enquanto reclamava do acréscimo dado pelo colombiano

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08 MAR 201312h49

Ninguém no São Paulo condenou Luis Fabiano após sua expulsão ao fim do empate por 1 a 1 contra o Arsenal. Porém, ainda que o discurso de companheiros de elenco e dirigentes tenha sido em sua defesa, o atacante deve, sim, ser cobrado internamente pelo cartão vermelho recebido após o apito final.

A não ser pela versão repassada pelo volante Fabrício e o lateral esquerdo Thiago Carleto, que estavam próximos a ele no momento, não se sabe exatamente o que o camisa 9 disse ao árbitro Wilmar Roldán. Segundo seus colegas, ele não teria se excedido enquanto reclamava do acréscimo dado pelo colombiano. Nem mesmo Ney Franco, no entanto, tem certeza.

"Os jogadores que estavam próximos falaram que ele não fez nada além de pedir uma explicação pelo acréscimo. Eu não estava perto, mas são informações de atletas sérios. A gente tem que aguardar a informação", disse o treinador, prometendo ver as imagens registradas do momento.

Atacante foi expulso depois do apito final (Foto: Rubens Chiri/ São Paulo FC)

"Estamos sempre conversando com o Luis, e ele está muito aberto a essa questão de cartões. Está tendo um bom comportamento, trabalhando muito bem isso. Eu torço para ter sido realmente injustiça da arbitragem, porque ele está se esforçando muito. Me parece que (a reclamação) foi em um tom tranquilo", comentou o treinador.

O que pesa contra Luis Fabiano é a reincidência. Na Copa Sul-americana do ano passado, ele foi expulso na primeira final contra o Tigre por tentar revidar agressão e não participou do jogo do título, no Morumbi. Adalberto Batista, diretor de futebol, disse que, por ele, o jogador não será punido, mas lembrou que o cartão poderia ter sido evitado.

"A qualquer momento, o árbitro é a autoridade maior em campo", lembrou o dirigente, apesar de, assim como Ney Franco, criticar a atuação do árbitro colombiano no Pacaembu.