Lesionada, armadora da seleção de basquete ainda não sabe se irá à Rio-2016

Adrianinha, 37, é uma das jogadoras de confiança do técnico Antônio Carlos Barbosa na seleção feminina de basquete

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23 MAI 2016Por Folhapress15h00
Adrianinha, 37, é uma das jogadoras de confiança do técnico Antônio Carlos Barbosa na seleção feminina de basqueteAdrianinha, 37, é uma das jogadoras de confiança do técnico Antônio Carlos Barbosa na seleção feminina de basqueteFoto: Divulgação/CBB

Adrianinha, 37, é uma das jogadoras de confiança do técnico Antônio Carlos Barbosa na seleção feminina de basquete. A armadora, porém, ainda não sabe se estará pronta para a Rio-2016, em agosto.

A atleta sofreu contusões na panturrilha e no tendão de Aquiles em fevereiro deste ano e não está totalmente recuperada. Ela nem viajou para a Venezuela, onde a seleção disputa o Sul-Americano.

Mesmo assim, foi pré-convocada para os treinamentos em Campinas, em São Paulo. Os trabalhos começaram em 2 de maio e vão se estender até o início da Olimpíada.

Apesar das lesões, Adrianinha se mantém otimista.

"Espero que eu consiga participar [da Olimpíada]. Vim aqui para ser avaliada. O médico da seleção me disse uma coisa que fiquei feliz. Ele falou que achava que fosse algo pior", disse.

"Mas quem vai fazer a avaliação final é a comissão técnica. O Barbosa é que vai ver se estarei no ritmo ideal para fazer parte do grupo da Olimpíada", afirmou.

O treinador conta com outras duas armadoras no elenco neste momento: Joice, 29, e Tainá, 24.

Mas é Adrianinha quem possui a total confiança de Barbosa, que também se mostra otimista em poder contar com a atleta na Rio-2016.

"Acho que vai estar pronta. Os médicos também acreditam nisso. O trabalho feito aqui já deu um rendimento que ela mesmo reconhece que é muito bom na recuperação dela. É um trabalho extremamente bem feito", afirmou.

O RETORNO

Adrianinha já anunciou a sua aposentadoria da seleção por duas vezes. A primeira foi em 2012, após os Jogos de Londres-2012. A segunda aconteceu em 2014, depois do Mundial da Turquia, competição em que o Brasil foi eliminado nas oitavas de final pela França.

Apesar de dizer que não voltaria atrás na sua decisão, ele mudou de ideia. Tudo por causa da Rio-2016.

"Qualquer atleta que tivesse a oportunidade de jogar uma Olimpíada em seu país faria o máximo, nem que seja como uma perna só. Eu coloquei na minha cabeça que eu tinha condições de me recuperar e tentar", disse Adrianinha.

"Não quero tomar o lugar de ninguém. Uma Olimpíada no nosso país é o sonho de qualquer atleta", afirmou.

A armadora, que atualmente joga pelo América, de Recife, fez parte da seleção que ganhou a medalha de bronze na Olimpíada de Sydney, na Austrália, em 2000, e é uma das mais experientes do time de Barbosa.

Na Olimpíada, caso esteja totalmente recuperada da lesão, ela terá a incumbência de chamar as jogadas. E terá a total liberdade do treinador, algo que, segundo Hortência, maior pontuadora da história da seleção brasileira, está em falta no basquete atual.

Em sabatina realizada pela Folha de S.Paulo, em abril, Hortência afirmou que as jogadoras ficam muito na dependência das instruções do treinador.

Adrianinha disse que prefere ter o comando da partida nas mãos.

"Eu já fui treinada por técnico que dá liberdade para a jogadora e aquele que controla o jogo do banco. Eu gosto de chamar as jogadas. Eu acho que o treinador vai trabalhar nas substituições e numa jogada especial no pedido de tempo, mas a parte dele é feita no treinamento", disse a armadora.

"Durante o jogo, quem sente o clima é a equipe. Então eu prefiro esse estilo de técnico que treina a jogadora e passa a confiança completa para o time e para a armadora em quadra. Isso é muito importante", afirmou.