Sete jogadores que marcaram história no Santos cravaram seus pés na calçada da fama do Museu Pelé, em projeto organizado pela Foot Fame, no centro da cidade. Juary, Mengálvio, Coutinho, Pepe, Dorval, Lima e Léo foram homenageados e agora se juntam a Pelé, Garrincha, Ronaldinho Gaúcho, Cafu, Roberto Carlos, Denilson, Elano e Ricardo Oliveira.
“Eu estou muito feliz. Eu tinha certeza que tinha uma carreira brilhante e fui muito dedicado ao Santos. Agora tenho certeza que eu fiz o melhor, marquei, fiz muita gente feliz”, comentou o ex-lateral esquerdo, brincando com os outros ídolos santistas.
“Juary disse que desta vez estava se sentindo um Menino da Vila mesmo. O Juary é terrível. O Juary não para. Ele disse que era o mais novinho da homenagem e, por isso, se sentiu um menino da Vila de verdade. Eu disse que era pré-mirim, então”, comentou, aos risos.
Apesar da satisfação em participar de um ato com tantos craques que marcaram história no Peixe, Léo não conseguiu esconder sua decepção com Santos Futebol Clube. Questionado se esperava alguma homenagem semelhante do Peixe, o ex-jogador não titubeou.
“Não. Vai fazer dois anos que parei, não me preocupo com isso. O que me deixa tranquilo, feliz, é que seja em Santos, São Paulo, Belo Horizonte, eu recebo o carinho do torcedor comigo. Isso não tem preço e nada vai pagar”, ressaltou.
Até mesmo o jogo de despedida com a camisa do Peixe, um antigo sonho de Léo, ele já esqueceu. Maior campeão com a camisa do Santos após a era Pelé, o Guerreiro da Vila, como ainda é conhecido na Baixada, se desiludiu.
“Passou. Vou participar da despedida do Elano, que não sei quando vai ser. Quando ele parar vou participar da dele. O meu passou, faz dois anos já. O Elano está em tempo ainda”, explicou. “Minha despedida já foi. Em toda minha carreira, o que eu fiz, vai ficar na memória do torcedor”, disse, sem esconder o semblante de frustração.
Depois de passar 2015 trabalhando junto aos diretores do Santos em uma espécie de estágio, Léo confessou em dezembro que vai se afastar um pouco em 2016 para estudar e conhecer métodos de trabalho no exterior para, quando voltar, buscar seu grande objetivo, que é ser presidente do Santos.
