Kleina aceita culpa apontada por Valdivia: “Optei por seu resgaste"

O comandante respondeu o chileno admitindo ter decidido todos os passos para que ele tivesse mais atuações neste ano do que nos outros três desta sua segunda passagem pelo clube

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01 NOV 201315h21

Nessa quinta-feira, Valdivia disse que não atua em todos os jogos integralmente por culpa de Gilson Kleina. No dia seguinte, o técnico assumiu a responsabilidade atribuída pelo jogador mais caro do Palmeiras. O comandante respondeu o chileno admitindo ter decidido todos os passos para que ele tivesse mais atuações neste ano do que nos outros três desta sua segunda passagem pelo clube.

“Se falam que a culpa é minha, assumo sem problema. Tomei a decisão por essa filosofia para um jogador especial. Se não faço esse monitoramento, de repente não teríamos o Valdivia nem por menos de 90 minutos. Ele tem que ver o que pensa ser melhor para ele. Fiz isso para ele nos ajudar, e ele fez a diferença”, afirmou Kleina.

Bastante frio ao falar do assunto, o treinador apontou inclusive a evolução particular do meia. “Foi muito mais para preservar e ter sempre o jogador diferencial e especial que ele é. E olha a sua evolução não só para o coletivo do Palmeiras, mas com seu resgate individual, voltando à seleção, pensando em Copa do Mundo.”

O técnico rebateu com fatos aos questionamentos do camisa 10. Kleina começou o ano dando uma bronca pública em Valdivia por ter se atrasado quatro dias na pré-temporada – alegou ter treinado em Santiago nas férias –, mas depois aliou a vontade do jogador em voltar à seleção chilena após quase dois anos para que tivesse atuações eficientes na Série B.

Gilson Kleina explicou que não tem deixado Valdivia completar jogos completos para preservar o físico do atleta (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

O treinador deixou de usar o camisa 10 nas seis primeiras rodadas da segunda divisão para melhorar sua musculatura aproveitando também a parada do torneio durante a Copa das Confederações. A consequência foi um semestre no qual o Verdão mais teve Valdivia em campo.

“Claro que todos querem ver o Valdivia por 90 minutos, inclusive eu, mas o planejamento era para resgatar esse craque. E ele sabe disso. A recuperação era para tê-lo mais dentro de campo, e foi o que aconteceu. Ele era um jogador sem sequência de jogos e hoje vive uma sequência espetacular, com um futebol digno de Valdivia e Palmeiras. O planejamento foi correto”, prosseguiu Kleina.

O meia será titular neste sábado, contra o Paraná. E pode ser sacado, se Kleina julgar necessário de novo. “Se puder preservá-lo para tê-lo em campo mais vezes, mesmo sem ser por 90 minutos, é melhor tê-lo por menos tempo, mas sempre tê-lo. Não jogar por 90 minutos não significa que ele não foi espetacular”, argumentou.

Como o chileno o atacou via imprensa, o técnico também usou a entrevista coletiva para rebater o atleta que esteve em campo em 24 dos 62 jogos do time no ano, atuando integralmente só em oito deles. “Não conversei com o Valdivia, mas tenho o maior respeito por ele e ele por mim. Nunca tivemos nenhum tipo de problema. Que bom que ele quer voltar a jogar 90 minutos, vejo isso até como uma conquista”, tentou contemporizar Kleina.