Guilherme Maia vence, mas fica a 65 milésimos do recorde mundial

Nadador santista não conseguiu bater a marca do italiano Germano Luca.

Comentar
Compartilhar
09 DEZ 201221h14

Mesmo com a primeira colocação nos 100 metros livres, o nadador santista Guilherme Maia chegou muito perto de quebrar o recorde mundial para surdos, ontem na 3ª Copa Milton Teixeira de natação. Ele cravou o seu tempo em 53’44. ficando apenas a 65 milésimos do italiano Germano Luca, que ostenta 52’79. A competição contou com mais de 200 nadadores das diversas idades.

O atleta de 23 anos acumula uma experiência em competições de grande porte. Ele já competiu no Pan-Americano para surdos, que foi realizado no próprio Santa Cecília.

O santista vem de um período conturbado, após sentir em uma competição um estiramento no ligamento cruzado no joelho direito, Guilherme começou um procedimento de fisioterapia intensa para não perder o ritmo e assim continuar em uma boa sequencia de treinos e consequentemente de competições importantes. Segundo a mãe do nadador, Andreia Maia, o foco do seu filho para o próximo ano vai ser as Olimpíadas para surdos, que será realizado em agosto na Bulgária.

O nadador compete na categoria Severa Profunda, onde a audição é muito pequena. Mesmo tendo entre 2% e 5% da audição o jovem não vê empecilhos na sua deficiência, alcançando um lugar de destaque na natação brasileira para surdos. Andréia diz que a carreira do filho está apenas começando e lembra que os surdos têm ambições no esporte. “As pessoas surdas podem chegar aos pódios, eles tem a capacidade de alcançar e a ambição de quebrar recordes”.

Treinando em uma academia em Santos, atualmente Guilherme conta com apenas um patrocinador que o ajuda a bancar os custos das competições. Ainda segundo Andréia, os patrocinadores são de suma importância para que nadador prossiga em competições de alto nível.

Mesmo com todas as dificuldades, Guilherme continua treinando forte, inspirado na mãe, que também foi campeã nas piscinas, e com fé que terá seu talento reconhecido para que possa superar mais barreiras e provar que é um verdadeiro campeão.

O atleta de 23 anos acumula uma experiência em competições de grande porte (Foto: Matheus Tagé/DL)

 

Colunas

Contraponto