Gestão de José Carlos Peres é marcada por demissões

Os primeiros a saírem foram Gustavo Vieira, por problemas com o presidente José Carlos Peres, Lica, acusado de pedofilia contra atletas das categorias de base do clube, e Daniel Bykoff, responsabilizado pelo erro na contratação do zagueiro equatoriano Jac

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21 ABR 2019Por Folhapress14h11
O presidente José Carlos Peres.Foto: Divulgação/Santos FC

O Santos perdeu o 15º "homem forte" da gestão do presidente José Carlos Peres: o executivo jurídico Rodrigo Gama, que aceitou proposta para integrar o Departamento de Futebol do Athletico. A reportagem relembra os motivos que levaram cada um a deixar o clube da Vila Belmiro.

Até aqui, desde o início do mandato de Peres, o Santos já teve três executivos de futebol (Gustavo Vieira, Ricardo Gomes e Renato), dois executivos jurídicos (Daniel Bykoff e Rodrigo Gama), dois executivos administrativos (Ricardo Feijoo e Fernando Volpato), três executivos de comunicação e marketing (Vinicius Lordello, Paulo Verardi e Marcelo Frazão) e três gerentes de futebol (William Machado, Sérgio Dimas e Gabriel Andreata).

Além de vários desses, outros também deixaram o clube durante a gestão Peres: o gerente das categorias de base Ricardo Crivelli, conhecido como Lica, o vice-presidente Orlando Rollo (que pediu licença e ainda pode voltar), e os membros do Comitê de Gestão Andres Rueda, José Carlos Oliveira, Urubatan Helou e Hanie Issa.

Os primeiros a saírem foram Gustavo Vieira, por problemas com o presidente José Carlos Peres, Lica, acusado de pedofilia contra atletas das categorias de base do clube, e Daniel Bykoff, responsabilizado pelo erro na contratação do zagueiro equatoriano Jackson Porozo junto ao Manta, do Equador.

Vinicius Lordello, ex-chefe da comunicação do clube, foi desligado quase ao mesmo tempo de Paulo Verardi, contratado para renegociar o contrato do clube com a Umbro. Os setores de comunicação e marketing foram acumulados pelo executivo Marcelo Frazão, contratado durante a gestão.

William Machado, que cuidava do futebol, pediu demissão do clube após receber uma proposta do mercado financeiro e o cargo foi acumulado por Ricardo Gomes e Sérgio Dimas. Gomes acabaria saindo do clube ao receber uma oferta do Bordeaux, da França, enquanto Dimas não teria seu contrato renovado e também deixaria o clube, sendo substituído por Gabriel Andreata, indicação do atual técnico Jorge Sampaoli.

Quem ficou com o cargo de Ricardo Gomes foi o ex-volante Renato, que se aposentou no final do ano passado, mas atualmente ele também não faz parte da gestão, já que se afastou nos últimos meses por conta de um problema familiar.

No final do ano passado, o clube desligou o executivo administrativo e financeiro Ricardo Feijoo e, em seguida, um áudio vazado do ex-funcionário deixou clara sua insatisfação com o modo como o presidente santista tratava certos assuntos. Depois, em novo áudio, Feijoo se explicou dizendo que as reclamações foram premeditadas para "pegar" a pessoa que vazou a gravação.

Já o vice-presidente Orlando Rollo pediu licença do cargo após o polêmico processo de impeachment do presidente José Carlos Peres, que foi vencido pelo atual mandatário para seguir no cargo. Antes disso, quatro membros do Comitê de Gestão já haviam pedido afastamento: Hanie Issa alegou falta de tempo, enquanto Andres Rueda, Urubatan Helou e José Carlos Oliveira não concordavam com atitudes tomadas por José Carlos Peres dentro do colegiado.

Assim, após Gustavo Vieira, Daniel Bykoff, Lica, Vinicius Lordello, Paulo Verardi, William Machado, Sérgio Dimas, Renato (afastado), Ricardo Feijoo, Orlando Rollo (licenciado), Andres Rueda, José Carlos Oliveira, Hanie Issa e Urubatan Helou, Rodrigo Gama se tornou o 15º "homem forte" do Santos a deixar o clube somente na gestão José Carlos Peres, que teve início em janeiro do ano passado.

DEPARTAMENTO MÉDICO

Além dos cargos executivos, o Departamento Médico do Santos também vem sofrendo durante a gestão do atual presidente. Comandado inicialmente por Rodrigo Zogaib, o DM santista passou para as mãos de Jorge Merouço, que acabou deixando o clube após polêmica com o médico Carlo Alba, que também saiu. Hoje o homem forte do DM é o médico Ricardo Galotti, que chegou no início deste ano.

Outro que acabou demitido do Peixe foi o fisioterapeuta Luiz Rosan, que era chefe do Centro de Excelência em Prevenção e Recuperação de Atletas de Futebol (CEPRAF). Nenhum profissional foi contratado para seu lugar até o momento.

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