O futebol italiano vive, nesta terça-feira (31), mais um capítulo de sua crise mais profunda. Em uma partida marcada pela tensão em Zenica, a Itália foi superada pela Bósnia-Herzegovina na disputa de pênaltis, após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar, e está oficialmente fora da Copa do Mundo de 2026.
Com o resultado, a tetracampeã mundial atinge a marca histórica e negativa de três ausências seguidas no torneio, tendo disputado sua última Copa em 2014, no Brasil.
O técnico Gennaro Gattuso, visivelmente abalado, pediu desculpas aos torcedores pela meta não alcançada. O comandante ressaltou o esforço de seus jogadores, que atuaram com um a menos desde o final da primeira etapa, mas admitiu que a dor da eliminação atinge todo o país.
Com a classificação histórica, os bósnios garantem seu lugar no Grupo B do Mundial, ao lado de Canadá, Catar e Suíça.
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Expulsão e pressão bósnia mudaram o jogo
A Itália começou a partida com postura agressiva e abriu o placar aos 15 minutos, quando Barella aproveitou um erro na saída de bola bósnia para servir Kean, que finalizou com categoria.
No entanto, o roteiro começou a desandar aos 40 minutos do primeiro tempo: o zagueiro Bastoni foi expulso após um carrinho em Memic, deixando a Azzurra em desvantagem numérica.
No segundo tempo, a Bósnia aproveitou a superioridade e pressionou intensamente a defesa italiana. O gol de empate surgiu aos 34 minutos, após cruzamento de Burnic e cabeçada de Dzeko; no rebote do goleiro Donnarumma, Tabakovic mandou para o fundo das redes.
A igualdade persistiu durante toda a prorrogação, levando a decisão para a marca da cal, onde o drama italiano se consolidou.
O pesadelo das penalidades e o hiato histórico
Na disputa de pênaltis, a precisão bósnia contrastou com os erros fatais da Itália. Enquanto Tahirovic, Tabakovic, Alajbegovic e Bajraktarevic converteram todas as cobranças para os donos da casa, apenas Tonali marcou para os visitantes.
Esposito isolou sua cobrança e Cristante acertou o travessão, selando o placar de 4 a 1 nos tiros livres.
Este novo fracasso na repescagem, que se soma às eliminações traumáticas contra Suécia (2018) e Macedônia do Norte (2022), mantém a Itália longe do topo do futebol mundial.
Enquanto Suécia, Turquia, República Tcheca e Bósnia celebram as últimas vagas europeias para o torneio que será sediado por Estados Unidos, Canadá e México, a Itália terá de repensar toda a sua estrutura esportiva para tentar retornar ao cenário global em 2030.
