Feliz com ‘plano perfeito’, Marcelo Fernandes não vê vantagem em clássico

Agora, a cabeça de todo santista está voltada exclusivamente para o clássico contra o São Paulo, pela semifinal do Campeonato Paulista

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16 ABR 201512h54

O Santos se planejou, apostou e se deu bem. Mesmo com o desgaste de ter de enfrentar o Londrina nesta quarta-feira após não ter conseguido eliminar o time paranaense no primeiro confronto válido pela primeira fase da Copa do Brasil, o técnico Marcelo Fernandes resolveu poupar sete titulares da viagem para São José dos Campos, no Vale do Paraíba, em São Paulo, e mesmo assim voltou para a Baixada Santista com mais uma vitória e a classificação garantida.

“Conseguimos segurar alguns jogadores que tinham possibilidade de lesão e provamos mais do que nunca que o grupo do Santos é muito importante e muito forte. É uma coisa que eu ressalto desde que assumi, que sempre confiei nesses jogadores”, comentou o treinador.

Na terça-feira, véspera do duelo contra o Tubarão, Fernandes chegou a fechar o treino no CT Rei Pelé para ter mais privacidade e definir a melhor formação. No fim, resolveu poupar Vitor Ferraz, David Braz, Chiquinho, Renato, Robinho e Ricardo Oliveira. Geuvânio chegou a ser utilizado, mas entrou no decorrer do segundo tempo.

“Isso ajuda demais, foi o planejamento. Trouxe o Leandrinho e o Geuvânio para ver se até a hora do jogo eu conseguia pôr para sair jogando, infelizmente não deu, estava arriscado. É isso aí, planejamento, futebol não é só dentro do campo, tem um pessoal por trás ali, da fisiologia, da parte física, parte médica, que é importantíssimo para a gente, para dar essa certeza de escalar”, explicou.

Marcelo Fernandes poupou alguns titulares na quarta-feira e mesmo assim avançou (Foto: Ricardo Saibun/SFC)

Agora, a cabeça de todo santista está voltada exclusivamente para o clássico contra o São Paulo, pela semifinal do Campeonato Paulista. E apesar de o Tricolor do Morumbi ter jogado uma partida desgastante, tanto fisicamente quanto psicologicamente, nesta quarta, no Uruguai, o comandante alvinegro entende que as duas equipes chegam em condições iguais para o San-São deste domingo.

“Não tem vantagem nenhuma. A vantagem nossa foi poder ter descansado alguns jogadores, mas não quer dizer que o São Paulo vai chegar lá cansado, não tem nada a ver. É um clássico, o São Paulo é uma grande equipe, bem orientada, o Santos está precavido e uma das precauções era descansar nossos jogadores. Conseguimos, mas sabemos que domingo não tem essa de favorito”, avisou.

Como o Paulistão não prevê jogo de volta, nem mesmo a vantagem do empate para o clube que somou mais pontos na primeira fase, o único benefício do Peixe diante do rival da capital será o fato de poder atuar em seu território, com o apoio da sua torcida. O empate leva a decisão para os pênaltis e, por conta de tudo isso, Marcelo Fernandes fez questão de convocar o torcedor santista para exercer muita pressão nos são-paulinos.

“Vamos jogar em casa e, mais uma vez, peço para o torcedor invadir a Vila Belmiro, fazer uma grande festa, porque nós vamos precisar muito, enfrentaremos uma grande equipe”, encerrou.

Dúvida

O zagueiro Gustavo Henrique sentiu o músculo posterior da coxa esquerda logo no primeiro lance da partida desta quarta-feira, que terminou com a vitória do Peixe por 1 a 0 em cima do Londrina, e precisou ser substituído por Paulo Ricardo.

O defensor, que reconquistou a vaga de titular recentemente, vai passar por um exame de ressonância magnética nesta segunda-feira para saber se houve lesão ou não e se estará apto a encarar o São Paulo no domingo.

Na jogada que resultou em todo este problema, Gustavo Henrique deu um carrinho para tentar tirar a bola do atacante do time paranaense, mas chegou atrasado. Levou o cartão amarelo e, no mesmo instante, pediu para sair, já com a mão na coxa.