Felipão usa Copa das Confederações para fechar 90% do time da Copa

O técnico Luiz Felipe Scolari pretende utilizar a Copa das Confederações como um "balizamento" para a Seleção Brasileira.

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30 NOV 201217h20

 

Recém-contratado, o técnico Luiz Felipe Scolari vai aproveitar a Copa das Confederações do ano que vem para observar a reação dos jogadores não apenas dentro de campo, mas também o comportamento deles e como lidam com situações de estresse. E, a partir daí, definir mudanças, técnicas ou táticas, que julgar necessárias para o time poder disputar o Mundial de 2014 no Brasil.
 
"A minha expectativa para a Copa das Confederações é para mais ou menos idealizar e montar 90% da equipe que estará no Mundial", disse Felipão, em entrevista coletiva nesta sexta-feira, em São Paulo, junto com os outros técnicos classificados para a competição que acontecerá em junho de 2013 no Brasil. "Sei que de um ano para o outro surgem muitos atletas em condições de jogar na seleção e vamos analisar os espaços que nós temos e que podem ser preenchidos no futuro."
 
Como tem pouco tempo para arrumar a seleção até o Mundial, já que assumiu o cargo agora, no lugar do demitido Mano Menezes, Felipão define a Copa das Confederações como uma oportunidade "muito interessante para ele", por ser realizada no Brasil e ter adversários bem fortes - Espanha, Itália, Uruguai, México, Japão e Taiti já estão classificados. "Já que não participamos das Eliminatórias, é bom para ver como reagem os atletas em jogos deste nível."
 
Felipão revelou, inclusive, que pretende jogar sempre que possível contra adversários fortes, um pedido que fará aos dirigentes da CBF na hora de marcar os próximos amistosos. Para ele, enfrentar rivais de bom nível é fundamental na preparação para a busca do sexto título mundial, uma vez que o Brasil tem uma equipe jovem e que não passa pela experiência das Eliminatórias da Copa. "A marcação de jogos contra adversários bem fortes será importante", avisou.
 
Para 2013, o Brasil já tem três amistosos marcados. Em 6 de fevereiro, enfrenta a Inglaterra em Londres. Depois, faz dois jogos em junho: no dia 2, volta a jogar contra os ingleses, dessa vez no Maracanã; e no dia 9, encara a França, no Mineirão. Além disso, está certo que a Itália será uma das adversárias na primeira fase da Copa das Confederações - o sorteio acontece apenas neste sábado, mas, pelas regras, brasileiros e italianos ficarão no mesmo grupo.

Felipão pretende definir 90% da equipe que estará na Copa do Mundo de 2014 (Foto: Divulgação/CBF)
 
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Sobre a maneira como a seleção vai jogar sob seu comando, o treinador disse que prefere atuar com um jogador de referência na área - ou seja, um centroavante fixo - e um outro com maior mobilidade, diferente do que vinha fazendo seu antecessor Mano Menezes. Felipão também descartou comparações com o Barcelona. "Se tivermos Iniesta, Messi e outros jogadores do Barcelona, aí podemos jogar como o Barcelona. O que eu acho importante é montar uma equipe que jogue bom futebol, de acordo com aquilo que é mais ou menos o ideal do torcedor, mas dentro das características dos nossos atletas", explicou.
 
Um dos nomes certos na futura seleção de Felipão é Neymar. "O Neymar vem evoluindo muito, são méritos de quem trabalhava e de quem trabalha com ele. É mérito do Muricy (Ramalho, técnico do Santos) o crescimento dele no posicionamento tático, na forma como se organiza em campo", afirmou o treinador, adiantando que vai conversar como próprio jogador antes de definir como vai aproveitá-lo. "Muitas vezes, os jogadores merecem ou precisam de uma liberdade a mais que os outros. É uma questão de entendimento e de organização em campo."

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