A rivalidade entre Ayrton Senna e Alain Prost ultrapassou as pistas e se transformou em um dos capítulos mais marcantes da história da Fórmula 1. Entre disputas por títulos, acidentes e polêmicas dentro da McLaren, os dois viveram uma relação intensa durante o fim dos anos 1980 e início dos anos 1990.
Décadas depois, porém, Prost revelou um sentimento inesperado envolvendo o brasileiro. O francês admitiu que sentia ciúmes da conexão criada entre Senna e o povo brasileiro, algo que, segundo ele, nunca aconteceu em sua carreira na França.
Alain Prost admite inveja da relação entre Senna e os brasileiros
Ao recordar os anos de rivalidade com Ayrton Senna, Prost explicou que percebeu rapidamente o tamanho da idolatria do brasileiro no país.
Além disso, o tetracampeão afirmou que, sempre que a Fórmula 1 chegava ao Brasil, era impossível não notar como Senna mobilizava multidões e carregava praticamente o país inteiro ao seu lado, especialmente nos momentos mais tensos da rivalidade.
“Ele [Senna] trouxe muito para o povo brasileiro. Toda vez que íamos ao Brasil, quando brigávamos, eu podia ver que eu tinha um pouco de ciúmes de que ele tinha o Brasil ao seu lado. Isso nunca aconteceu comigo”, afirmou o ex-piloto em ação da Heineken em 2024.
Senna e Prost passaram anos sem se falar na Fórmula 1
Embora tenham construído uma das maiores rivalidades da história do esporte, Prost revelou que a convivência entre eles nem sempre foi ruim.
Segundo o francês, a relação começou de maneira positiva quando Senna chegou à Fórmula 1. Porém, tudo mudou conforme os dois passaram a disputar diretamente campeonatos mundiais.
A tensão aumentou especialmente em 1988, primeiro ano da dupla como companheira de equipe na McLaren. Já em 1989, após acidentes e divergências nos bastidores, a relação praticamente desmoronou.
Prost afirmou que os dois chegaram a passar anos sem qualquer contato fora das pistas.
Relação mudou pouco antes da morte de Ayrton Senna
O cenário só começou a mudar depois da aposentadoria de Alain Prost no fim da temporada de 1993.
Longe da pressão competitiva da Fórmula 1, os antigos rivais voltaram a conversar e reconstruíram parte da relação.
Segundo Prost, aquele período ajudou o francês a entender melhor a personalidade de Senna e também a obsessão competitiva que movia o tricampeão mundial.
“Essas conversas me ajudaram a entendê-lo melhor, entender sua personalidade e seu desejo de me vencer.”
Por fim, o francês também revelou que Senna evitava proximidade durante os anos de disputa porque acreditava que uma amizade poderia diminuir sua motivação dentro das pistas.
Meses depois dessa reaproximação, Ayrton Senna morreu durante o GP de San Marino de 1994, em Ímola. Ainda assim, mais de três décadas depois, a rivalidade entre os dois continua sendo vista como uma das mais emblemáticas da história da Fórmula 1.












