“Eu não acho que tenho a sua capacidade”, a confissão sincera de Lewis Hamilton para Rubens Barrichello na F1

Rubens Barrichello relembra conversa marcante após vitória em 2009 e revela dúvida sincera feita por Lewis Hamilton no pódio

“Eu não acho que tenho a sua capacidade”, a confissão sincera de Lewis Hamilton para Rubens Barrichello na F1

Anos depois, o heptacampeão enfrentou longos períodos sem vitórias e acabou vivendo o desafio que admirava no brasileiro / Reprodução Instagram Fórmula 1

Lewis Hamilton acabava de deixar o pódio do GP da Europa de 2009, em Valência, após ser derrotado por Rubens Barrichello. O brasileiro havia conquistado uma das vitórias mais marcantes de sua carreira na Fórmula 1, enquanto o inglês, já campeão mundial na época, tentava processar o resultado.

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Foi então que aconteceu uma conversa.

Ao se aproximar de Barrichello, Hamilton fez uma pergunta inesperada. Não era sobre estratégia, pneus ou ultrapassagens. O britânico queria entender algo que o brasileiro conhecia como poucos: como manter a motivação após anos sem um carro capaz de disputar vitórias regularmente.

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“Primeiro, parabéns. Segundo, como estava a sua cabeça nos anos em que o carro não andava nada? Porque eu não acho que tenho essa capacidade.”

A pergunta de Lewis Hamilton para Rubens Barrichello em 2009

Ao relembrar o episódio no Flow Podcast, Barrichello contou que Hamilton o procurou logo após a corrida para fazer uma pergunta sincera sobre sua trajetória na categoria.

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“O Hamilton chegou para mim naquela vitória em Valência, em 2009, quando eu ganhei a corrida, e falou: ‘Posso te perguntar uma coisa?’. Eu falei: ‘Lógico’. Ele disse: ‘Primeiro, parabéns. Segundo, como estava a sua cabeça nos anos em que o carro não andava nada? Porque eu não acho que tenho essa capacidade’.”

Durante boa parte dos anos 2000, Barrichello viveu momentos de altos e baixos na Fórmula 1. Apesar das vitórias e da passagem pela Ferrari, também enfrentou temporadas em que lutar por títulos parecia distante. Ainda assim, permaneceu competitivo e construiu uma das carreiras mais longevas da história da categoria.

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Foi justamente essa capacidade de seguir em frente que despertou a curiosidade de Hamilton.

“Foi naquele dia, naquele pódio, que ele me perguntou isso.”

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Uma confidência entre dois pilotos

Segundo Barrichello, a conversa teve um tom muito mais pessoal do que competitivo.

“O cara confidenciou aquilo para mim como um companheiro de profissão. Era algo do tipo: ‘Estamos juntos aqui, me conta’.”

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Além disso, o brasileiro percebeu que Hamilton misturava sentimentos naquele momento. Ao mesmo tempo em que estava frustrado pela derrota, também demonstrava respeito pela conquista do adversário.

“Ele estava muito mais orgulhoso, dando parabéns, meio chateado por ter perdido a corrida, mas foi uma confidência mesmo.”

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O tempo colocou Lewis Hamilton diante do mesmo desafio

Curiosamente, a trajetória do próprio Hamilton acabou dando um novo significado para aquela conversa.

Em 2009, o britânico ainda vivia os primeiros capítulos de uma carreira que o levaria a sete títulos mundiais. Entretanto, ele não imaginava que também enfrentaria períodos difíceis longe das vitórias.

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Após conquistar seu último campeonato em 2020, Hamilton viu a Mercedes perder competitividade e passou temporadas sem disputar o título. Posteriormente, trocou a equipe alemã pela Ferrari, uma das mudanças mais impactantes da história recente da Fórmula 1.

A adaptação não foi simples. As vitórias demoraram a aparecer, e o inglês precisou atravessar um dos períodos mais desafiadores de sua trajetória.

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A pergunta de 2009 ganhou outro significado após Lewis ficar anos sem vencer corridas

No último fim de semana, porém, Hamilton voltou ao lugar mais alto do pódio ao conquistar sua primeira vitória pela Ferrari.

Dezessete anos depois daquela conversa em Valência, Hamilton voltou ao topo da Fórmula 1. O britânico não vencia uma corrida há aproximadamente 686 dias. Além disso, o heptacampeão mundial já havia enfrentado outra longa seca entre 2021 e 2024, quando passou 945 dias sem subir ao degrau mais alto do pódio.

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De certa forma, o desafio que ele admirava em Barrichello acabou fazendo parte da própria trajetória. Afinal, o jovem piloto que um dia confessou não saber se teria força para suportar anos sem um carro competitivo precisou conviver com derrotas, críticas e temporadas frustrantes antes de voltar a vencer.