Em alta, Oliveira admite que aumento salarial seria “muito bem-vindo”

O centroavante admitiu que gostaria de receber um aumento salarial, já que acabou perdendo uma oportunidade de receber aproximadamente nove vezes mais do que ganha atualmente

Depois de muita polêmica fora de campo, Ricardo Oliveira voltou a ser protagonista com a bola nos pés. Após marcar dois gols na vitória do Peixe em cima do Corinthians, no domingo, o centroavante voltou à Vila Belmiro na tarde desta segunda-feira para doar seu par de chuteiras personalizado pelos cem jogos com a camisa santista. A marca foi alcançada na derrota para o Red Bull Brasil, mas a homenagem veio no clássico.

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“Hoje, voltar para o Memorial (das Conquistas), onde há grandes troféus e jogadores que deixaram marca, só faz valer o que disse ano passado, de fazer história. Estamos tendo a confirmação”, disse o camisa 9. “Tive a infelicidade de fazer os cem jogos em uma derrota. Mas depois da vitória, achei por bem deixar (as chuteiras) no Memorial. E me sinto horado pelo clube deixar um espaço para mim”, completou.

Inevitavelmente, Ricardo Oliveira voltou a ser questionado sobre as negociações com o Peixe na tentativa de se transferir para o futebol chinês há cerca de 15 dias. E apesar de ressaltar seu comprometimento profissional, Oliveira admitiu que gostaria de receber um aumento salarial, já que acabou perdendo uma oportunidade de receber aproximadamente nove vezes mais do que ganha atualmente no Santos (R$ 150 mil, mais bonificações).

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“Seria muito bem-vindo. Seria muito hipócrita dizer que não. Procuro ser produzido. Se for procurado, será bem-vindo. Todas as decisões que tomo, olho primeiro para minha casa, minha necessidade. E tomo decisões, que não são unilaterais. Sou pago hoje. Bem pago para jogar. Essa é minha paixão. Mas posso falar e afirmo que era apaixonado quando morava no (bairro do) Carandiru e corria descanso no asfalto, jogava na várzea por R$ 50,00. Sou apaixonado por isso. E ver o torcedor gritando, não tem preço”, afirmou, em tom nostálgico e orgulhoso.

Por fim, Ricardo Oliveira garantiu que não sente qualquer rancor com os dirigentes alvinegros e lembrou de um grande marco de sua carreira para ilustrar o que espera de seu futuro no Peixe após o desacordo nas negociações para sair do clube.

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“É difícil falar de gratidão dos homens. Não gosto de julgar. Não posso falar. Acho que em uma negociação, defendemos os nossos interesses. Eu os meus, e o clube, o seu. Em dezembro de 2006, eu estava no Milan e o Ronaldo no Real Madrid. O Milan queria o Ronaldo, e o Real me pediu por empréstimo. Não pude ir para o Real, porque seria a terceira transferência no ano. A Fifa não deixou. No fim, fui campeão da Champions (Liga dos Campeões). A vida é assim”.