Elano pensa em aposentadoria e planeja trabalhar à beira do campo

Com contrato válido até 4 de maio, data do término do Campeonato Paulista, e com um salário de ‘apenas’ R$ 50 mil, o atleta está negociando sua renovação contratual com o Peixe

Comentar
Compartilhar
16 ABR 201512h27

Com a faixa de capitão no braço, aos 34 anos, Elano entrou em campo nesta quarta-feira e acabou sendo decisivo ao marcar o gol da vitória santista em cima do Londrina, por 1 a 0, na partida que confirmou o Alvinegro praiano na segunda fase da Copa do Brasil. Além da classificação, o duelo em São José dos Campos fez com que o clube alcançasse a vitória de número 3000 em sua história.

“Três mil vitórias, e na sua história eu pude fazer um gol. Para mim, atravessando a rua, eu já estou feliz por tudo que o Santos proporcionou para a minha carreira”, disse o experiente meia, ídolo da torcida santista.

Com contrato válido até 4 de maio, data do término do Campeonato Paulista, e com um salário de ‘apenas’ R$ 50 mil, o atleta está negociando sua renovação contratual com o Santos, mas seus planos já não ficam restritos ao que pode render em campo. Elano sabe que o fim de sua carreira está se aproximando e isso também está sendo tratado com Dagoberto Santos, CEO da diretoria do Peixe.

“Nós tivemos uma conversa com o Dagoberto, temos alguns projetos, não sei se será possível, sei que minha carreira está chegando ao fim. Devo jogar mais um ou dois anos, mas espero seguir no Santos, gostaria de continuar trabalhando no clube”, revelou.

Elano já conquistou dois Brasileiros, dois Paulistas e uma Libertadores da América com a camisa do Santos. Foram duas passagens, de 2001 a 2005 e de 2011 a 2012, antes de retornar nesta temporada. Marcado principalmente pela geração que tirou o clube de um incômodo jejum de título, em 2002, o jogador planeja, após sua aposentadoria, seguir atuando como membro da comissão técnica do Santos.

“Eu tenho vontade de trabalhar na parte de campo, me identifico na parte de campo, acho que poderia acrescentar ali. A parte de dirigente acho que não daria”, explicou.
Por enquanto, a ideia é apenas embrionária. Mais conversas devem acontecer até o próximo mês e, apesar de ter propostas de fora, segundo Dagoberto Santos, Elano não parece ter pressa para resolver sua situação.

“(Vou resolver) Sentando, conversando com minha família e passando para o presidente algumas ideias, vamos ver. Minha maior alegria de falar com essa diretoria é que são grandes amigos também”, finalizou o jogador.