Edinho consegue liberação do STJ e deixa cadeia após seis dias

O ministro Antônio Saldanha considerou que o filho de Pelé não esgotou as possibilidades diante dos tribunais e autorizou a soltura. Ele estava preso desde a última sexta-feira

Comentar
Compartilhar
02 MAR 2017Por Diário do Litoral18h41
Edinho foi preso duas vezes em 2014; na foto, ele deixa a cadeia anexa ao 5º DP de Santos em 15 de julho daquele anoEdinho foi preso duas vezes em 2014; na foto, ele deixa a cadeia anexa ao 5º DP de Santos em 15 de julho daquele anoFoto: Matheus Tagé/DL

Após ter prisão decretada e se entregar à Polícia Civil na última sexta-feira (24), o ex-goleiro do Santos Futebol Clube e filho do Rei Pelé, Edson Cholbi do Nascimento, foi liberado da cadeia anexa ao 5º Distrito Policial de Santos na tarde desta quinta-feira (02). A soltura de Edinho foi uma determinação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Antônio Saldanha.

A decisão de Saldanha suspendeu uma determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo, que, na última quinta-feira (23), mandou prender o ex-atleta por lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas. Ele considerou que a defesa do filho do craque ainda não esgotou todas as possibilidades diante dos tribunais e que por isso ele não deveria permanecer encarcerado.

Com a liberação, Edinho aguardará em liberdade o julgamento definitivo do Habeas Corpus impetrado pelo seu advogado, Eugênio Malavasi, junto ao próprio Superior Tribunal de Justiça. O advogado requereu ainda que o ex-atleta seja mantido em liberdade até o esgotamento de todos os recursos.

Em entrevista concedida logo após deixar a cadeia, Edinho voltou a negar as acusações e disse que a justiça foi feita. “Nada mais justo. Estou em busca da Justiça e a luta continua. Quero voltar para o colo da minha família. Eu nunca fiz lavagem de dinheiro. Nunca vão provar isso, pois não ocorreu", afirmou.

Redução de pena

Com o julgamento do recurso de apelação no TJ-SP, a pena do ex-atleta foi reduzida de 33 anos e quatro meses de prisão para 12 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, em regime inicialmente fechado.

Em 2014, Edinho foi preso duas vezes em virtude da condenação em primeiro grau, proferida em maio daquele ano, mas teve as ordens de prisão revogadas pelo Tribunal de Justiça.

Caso

Edinho foi condenado em maio de 2014 a 33 anos e quatro meses de reclusão por acusações de lavagem de dinheiro proveniente de tráfico de drogas. Além de Edinho, outras quatro pessoas foram condenadas pela mesma prática. Eles são investigados desde 2005.

Edinho é acusado de ajudar em operações financeiras de Ronaldo Duarte Barsotti, o Naldinho, apontado como um dos maiores traficantes da região da Praia Grande. Naldinho está sumido, sendo considerado foragido.

Em 2005, inclusive, Edinho foi preso por causa desta suposta ligação. Na época, ele negou o envolvimento e disse que era apenas usuário de drogas. Um ano depois, no entanto, o Ministério Público denunciou o ex-goleiro por lavagem de dinheiro. Ele acabou preso por 47 dias.

Em julho de 2014, Edinho foi preso por não atender a medidas impostas pela Justiça para que permanecesse em liberdade. O ex-jogador foi solto dias depois. Na época, o ex-goleiro recorreu em liberdade, mas se apresentou voluntariamente em novembro de 2014. Edinho foi solto no dia seguinte.