AS COPAS QUE GANHAMOS

Deu Brasil: em 94 o baixinho Romário se agigantou no tetra da seleção

Veja detalhes e curiosidades sobre a Copa do Mundo de 1994, a quarta das cinco conquistas mundiais do Brasil

Leonardo Sandre

Publicado em 13/10/2022 às 17:14

Atualizado em 14/10/2022 às 14:57

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Um time que até incomodava pelo jeito simples de jogar, porém contando com a genialidade de Romário, foi assim que os brasileiros celebraram a quarta das cinco taças conquistadas por nosso País / Reprodução

A Copa do Mundo de 1994, realizada nos Estados Unidos, foi a quarta conquistada pelo Brasil - isolando o escrete novamente, 24 anos depois, como o maior vencedor do torneio. Um time que até incomodava pelo jeito simples de jogar, porém que contava com a genialidade de Romário. Assim os brasileiros celebraram a quarta das cinco taças conquistadas pelo País.

Veja abaixo detalhes e curiosidades sobre a Copa de 1994:

A 15º edição do torneio teve 24 seleções nacionais qualificadas para participar do campeonato, sendo 13 delas europeias (Rússia, Bélgica, Itália, Suécia, Romênia, Alemanha, Espanha, Grécia, Irlanda, Holanda, Noruega, Suíça e Bulgária), sete americanas (México, Argentina, Bolívia, Colômbia, Uruguai, Brasil e o país-sede EUA), duas asiáticas (Arábia Saudita e Coreia do Sul) e duas africanas (Marrocos e Nigéria).

O formato era de seis grupos de quatro equipes, com as duas primeiras colocadas de cada grupo e as quatro terceiras de melhor índice técnico classificando-se para a fase final. Depois da primeira fase, o torneio foi disputado em mata-mata, com as 16 equipes eliminando umas às outras até a final.

Ausências

Inglaterra (eliminada para Holanda e Noruega) e França (eliminada por Suécia e Bulgária) foram as surpresas negativas na Europa e acabaram nem se classificando para o torneio. 

Na América, uma ausência memorável foi a do Chile, após o goleiro Roberto Rojas fingir ter sido acertado por um rojão em jogo contra o Brasil. Com essa cena deplorável, a seleção chilena foi proibida de disputar aquele mundial.

Artilharia

Hristo Stoichkov (Bulgária) e Oleg Salenko (Rússia) terminaram aquela edição da Copa do Mundo como artilheiros, com seis gols cada. O russo inclusive detém o recorde de mais gols marcados em um único jogo do torneio (cinco anotados contra Camarões).

Romário foi o vice-artilheiro da Copa e o melhor marcador do Brasil, com cinco gols anotados.

País-Sede

Apesar da pouca tradição norte-americana no futebol, foi este mundial que bateu todos os recordes de público, mantidos até os dias de hoje: 68.413 espectadores.

Detalhes do mundial

Roger Milla atuou por Camarões aos 42 anos de idade, sendo até a Copa de 2014 o jogador mais velho a entrar em campo em uma partida da competição.

A Colômbia passava por um momento delicado em seu território devido ao narcotráfico comandado por Pablo Escobar, mas possuía uma seleção de grandes jogadores, com expectativas para irem longe naquela edição.

Porém, a equipe acabou dando um adeus antes do esperado, o que acabou gerando uma tragédia impiedosa: o zagueiro Escobar marcou um gol contra no jogo diante dos EUA, contribuindo para a eliminação do time, e foi assassinado ao chegar na Colômbia.

Brasil na Copa de 1994

O Brasil, liderado por Romário, era dirigido pela dupla Parreira e Zagallo e chegou na Copa desacreditado pela difícil campanha nas Eliminatórias. Jogando um futebol burocrático, porém consistente em seu sistema de marcação e obediência tática, a seleção canarinho tinha na dupla de ataque Bebeto e Romário sua principal arma.

Raí, que parecia ser um dos grandes jogadores do mundo naqueles tempos, começou o torneio como capitão e titular, porém acabou virando reserva durante a competição.

Branco, que começou o Mundial como reserva e só ganhou a vaga após Leonardo ser expulso nas oitavas, firmou-se como um dos principais jogadores da equipe. O gol da vitória na partida contra a Holanda, de falta, foi um dos mais mágicos da história do futebol.

A seleção passou da fase de grupos vencendo a Rússia e Camarões e empatando com a Suécia. Nas oitavas, eliminou os anfitriões estadunidenses. A nota desagradável foi justamente a cotovelada de Leonardo em Tab Ramos, que causou não só a expulsão do lateral pelo resto da Copa, além dos danos físicos ao jogador norte-americano; com isso, Branco virou tirular.

Já nas quartas, eliminou a Holanda em jogo histórico, no qual surgiu a comemoração de Bebeto "balançando o bebê" e se notabilizou o bordão "Sai que é tua, Taffarel!" após brilhante atuação do arqueiro nos pênaltis. Além do golaço de falta de Branco, já citado acima.

Nas semis, Romário subiu mais que a gigantesca zaga sueca e colocou nos fundos das redes de Thomas Ravelli, o goleiro provocativo e carismático da equipe europeia. O Brasil chegava à final.

Final da Copa de 1994

Brasil e Itália, dois tricampeões do mundo, decidiram a final da Copa de 1994. De um lado, o até então melhor do mundo Roberto Baggio, italiano e destaque da Azzurra. Do outro, Romário, o grande craque brasileiro - que viria a ser eleito o melhor do mundo logo após Baggio.

Foi a primeira vez que uma final de Copa do Mundo foi decidida nos pênaltis. O jogo terminou com um empate sem gols, sendo até hoje a única decisão que não teve gols no tempo normal e nem durante a prorrogação.

Foram quatro cobranças para o Brasil: Márcio Santos desperdiçou, Romário, Branco e Dunga converteram. Cinco italianos foram para a marca da cal: Baresi perdeu o primeiro, Albertini e Evani fizeram, Massaro também perdeu a sua. O pênalti derradeiro esteve aos pés de Baggio, o melhor do mundo, que isolou sua cobrança. 

                                 Revista de edição especial Caras, em celebração ao tetra do Brasil

Após isso, o brasileiro pôde festejar sua hegemonia de volta após 24 anos e ver seu país ser novamente campeão do mundo, dando origem para mais um bordão famoso, o icônico "é tetra, é tetra" de Galvão Bueno.

Com a conquista de 1994, o brasileiro Mario Jorge Lobo Zagallo tornou-se o único homem a vencer o Mundial em quatro oportunidades. Em 1958 e 1962, ele ganhou como jogador. Em 1970, Zagallo foi o técnico campeão. Em 1994, triunfou como coordenador técnico.

*publicado primeiro em: https://www.gazetasp.com.br/esportes/deu-brasil-em-94-o-baixinho-romario-se-agigantou-no-tetra-da-seleção/1116089/

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