RUMO AO HEXA

Deu Brasil: A magia da seleção de 70 encanta a todos com o tri mundial

Veja detalhes e curiosidades sobre a Copa do Mundo de 1970, a terceira das cinco conquistas mundiais do Brasil

Leonardo Sandre

Publicado em 04/10/2022 às 13:29

Atualizado em 04/10/2022 às 13:34

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Brasil venceu todos os jogos das eliminatórias e da Copa de 1970, sendo considerada a melhor de todos os tempos / Reprodução

A Copa do Mundo de 1970, realizada no México, foi a terceira conquistada pelo Brasil - se isolando ali como o maior vencedor do torneio. Jairzinho, o furacão de 70, conseguiu o feito de marcar gol em todos os jogos daquela Copa, um marco histórico. Além disso, um gol simbólico de Carlos Alberto Torres mostra a magia da terceira das cinco taças conquistadas por nosso País. Veja abaixo alguns detalhes sobre a Copa de 1970:

A 9º edição do torneio teve 16 seleções nacionais qualificadas para participar do campeonato, sendo nove delas europeias (União Soviética, Bélgica, Itália, Suécia, Inglaterra, Romênia, Tchecoslováquia, Alemanha Ocidental e Bulgária), cinco americanas (México, El Salvador, Uruguai, Brasil e Peru), uma asiática (Israel) e uma africana (Marrocos). O formato era de quatro grupos de quatro equipes, no qual todos se enfrentavam pelo menos uma vez, assim como nas Copas anteriores.

Artilharia

O alemão Gerd Muller marcou dez gols em 1970, tornando-se o artilheiro da competição.

País-Sede

O fato de a Cidade do México ser a sede dos Jogos Olímpicos de 1968 pesou favoravelmente para a escolha da sede ser no México - o país já teria estrutura suficiente para bancar uma Copa. A altitude quase atrapalhou o desejo mexicano. O torneio tornou-se a primeira Copa do Mundo sediada na América do Norte e a primeira a ser realizada fora da América do Sul e Europa.

Jogo histórico

Numa das semifinais desta Copa, ocorreu o chamado "jogo do século", disputado entre as equipes da Alemanha Ocidental e da Itália. A partida permanecia 1 a 0 para a Itália até os 90 minutos, quando Karl-Heinz Schnellinger empatou a partida e levou a decisão para a prorrogação. Nessa prorrogação, ambas as seleções protagonizaram diversas viradas de placar até que a Itália conquistou a vitória por 4 a 3. Esta partida é tida como a primeira e única em todas as Copas a ter cinco gols feitos na prorrogação.

Brasil na Copa de 70:

Esta Copa será sempre lembrada por vários lances geniais de Pelé que não terminaram em gol, como uma cabeçada defendida pelo goleiro inglês Gordon Banks que ficou conhecida como a "Defesa do Século", o chute de antes do meio-de-campo contra o goleiro Viktor da Tchecoslováquia que ficou conhecido como "O Gol que o Pelé não Fez", além de um drible de corpo contra o goleiro uruguaio Mazurkiewicz.

O Brasil vinha como um dos grandes favoritos, embora viesse de um retrospecto ruim em 1966, montou uma equipe repleta de estrelas, como Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivellino, Gérson, Clodoaldo, Piazza e Carlos Alberto Torres. Nesta edição, o Brasil venceu todos os jogos das eliminatórias e da Copa. Esta equipe mostrou ser uma das mais eficientes da história do futebol e foi considerada a melhor de todos os tempos.

Jairzinho, atacante da seleção e do Botafogo, marcou pelo menos um gol em cada um dos seis jogos do Brasil (no primeiro jogo, contra a Tchecoslováquia, ele marcou dois), um feito que até agora não foi repetido, e terminou como o artilheiro brasileiro do torneio.

Com sua terceira vitória após 1958 e 1962, o Brasil pôde reter a posse da Taça Jules Rimet permanentemente (curiosamente, ela foi roubada em 1983 enquanto estava em exposição no Rio de Janeiro e nunca foi recuperada). O técnico brasileiro Mário Jorge Lobo Zagallo foi o primeiro futebolista a se tornar campeão mundial como jogador (1958 e 1962) e como técnico, e Pelé encerrou sua carreira nas Copas do Mundo como o primeiro (e até agora único) vencedor por três vezes.

A final da Copa de 1970

Brasil e Itália protagonizaram a final da competição. Na partida, Brasil saiu na frente, com Pelé cabeceando um cruzamento de Rivellino aos 18 minutos do 1º tempo. Roberto Boninsegna empatou para os italianos após falha da defesa brasileira. Gérson, com um forte chute, fez o segundo gol, e ajudou na marcação do terceiro, com um lançamento de falta para Pelé que cabeceou para Jairzinho. Pelé finalizou sua grande performance saindo da marcação da defesa italiana e assistindo Carlos Alberto Torres no lado direito para o gol derradeiro.

O gol mais bonito de todos os tempos

O placar já estava 3 a 1 para o Brasil na final da Copa de 1970 quando, aos 41 minutos do segundo tempo, o volante Clodoaldo resolveu em seu campo defensivo sair driblando os jogadores italianos, deixando quatro europeus para trás, atônitos. Depois, a bola chegou a Rivellino, que a lançou paralelamente à linha lateral a Jairzinho, já no ataque. O artilheiro do Mundial dominou a redonda e partiu como um cachorro bravo para cima de um marcador qualquer, e tocou para Pelé, já na entrada da área. 

O Rei, sem olhar, rolou a bola pela direita, que, caprichosamente, bateu em um montinho que a elevou um pouco do solo a um milésimo de segundo da bomba indefensável de Carlos Alberto. O Brasil se tornava tricampeão do mundo de futebol dentro do estádio Azteca, no México, e garantia em defitivo a posse da Taça Jules Rimet.

Veja o golaço abaixo:

(Veja a matéria especial da Gazeta sobre este gol histórico clicando aqui).

*publicado primeiro em https://www.gazetasp.com.br/esportes/deu-brasil-a-magia-da-selecao-de-70-encanta-o-mundo-com-o-tri-da-copa/1115684/

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