Desempenho, reforços e jovens dão esperanças a Rogério Ceni

Já são quatro jogos consecutivos sem sair de campo com os três pontos, um jejum que também persiste fora de casa

Comentar
Compartilhar
22 JUN 2017Por Gazeta Press18h00
Rogério Ceni projeta usar a semana que vem, que será livre, para ajustar o ‘novo São Paulo’Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Está difícil para o São Paulo reagir na temporada. A derrota para o Atlético-PR em Curitiba aumentou a série negativa da equipe para quatro partidas e acumulou ainda mais críticas e incertezas sobre o elenco tricolor. Rogério Ceni está à frente de toda essa situação, admite dificuldade em encontrar um rumo diante de uma metamorfose do grupo em meio ao Campeonato Brasileiro, mas tenta se apegar a algumas teses para passar confiança e esperança ao torcedor são-paulino.

“As preocupações são pelas mudanças, já que até antes da chegada do Jonatan tivemos muitas trocas com saídas e chegadas. É difícil manter uma ideia de jogo com essas trocas. Não é das coisas mais fáceis, mas vamos trabalhar para adaptar em um novo sistema com os atletas que temos hoje”, explicou o técnico, antes passar suas primeiras impressões sobre o meia argentino que assinou contrato nessa quarta com o São Paulo.

“Falei com ele por telefone. Tem boa intensidade de jogo. Um negócio que, segundo o São Paulo, valeu a pena financeiramente. É o único que posso falar. Eu vi e gostei bastante”, avisou Ceni, tentando evitar um excesso de lamentações que possam parecer desculpas pelos resultados não obtidos, sem que isso no entanto, esconda a realidade do dia-a-dia.

“Normalmente, as equipes que ficam com elenco por mais tempo, a tendência é que fiquem com um conjunto melhor. Mas tem a necessidade, temos de entender. Tem que colocar a parte financeira em dia. Não acontece de um dia para o outro o jogador entrar na equipe e as coisas acontecerem. Depois do Fluminense vamos ter uma semana de trabalho para ajustar”, projetou.

E diante desse cenário de chegadas e partidas, Rogério Ceni se mostrou mais empolgado com apostas pessoais do que com aqueles atletas que já devem vestir a camisa em outro nível de perspectiva, como os casos de Petros, Matheus Jesus, Robert Arboleda e o próprio Jonatan Gómez.

Nesse ponto, Denilson e Brenner ganham moral e podem ter sequência. Na Arena da Baixada, apesar do clima hostil e o placar adverso, Ceni não se furtou da oportunidade de promover as duas estreias, e aprovou ambas, principalmente a do jovem Brenner, que tem apenas 17 anos, é cria de Cotia e nunca havia atuado entre os profissionais.

“O Denilson estreou, o Brenner apostei nele, é um menino de talento. Gosto de trabalhar com os meninos da base, o elenco não é pequeno, é grande para se trabalhar. Mas vamos com todas as dificuldades. O mais importante é que o time mostrou um grande futebol e potencial para conquistar as vitórias futuras. Isso é o mais importante para mim. Eu vejo um time em fase de crescimento e mais opções para colocarmos em prática contra Fluminense, Flamengo e Santos”, comentou.

Denilson, ex-Avaí, substituiu Cícero no intervalo da partida e modificou completamente o jeito do São Paulo se portar e campo. Já Brenner foi utilizado em um setor de grande responsabilidade a partir dos 30 minutos do segundo tempo, quando Ceni sacou Cueva do jogo.

“(Brenner) é um jovem de 17 anos e que se destacou na base com 28 gols em 11 jogos. Treinou conosco, gosto de promover esse intercâmbio. Léo Natel veio, Caíque também. É um intercâmbio bacana para um garoto de Cotia vislumbrar a possibilidade de jogar no São Paulo. O Brenner, apesar de jovem, teve a chance. Ontem (terça), no treino, fez dois gols, foi bem. Ele é um (camisa) 9 que se movimenta e sai da área. Joga de falso 10. O Cueva estava um pouco cansado e a entrada dele foi consciente. Não tenho receio de trabalhar com jovens. Só quero que tenham o mesmo desejo que tenho: ter o sonho de jogar e vencer com o São Paulo”, concluiu o ex-goleiro.

O problema maior é o tempo para encaixar todas essas ideias. O São Paulo é apenas o 15º colocado na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, com apenas dez pontos em nove rodadas, e só tem um ponto a mais que o Sport Recife, o primeiro time dentro da zona de rebaixamento. Já são quatro jogos consecutivos sem sair de campo com os três pontos, um jejum que também persiste fora de casa. A resposta precisa ser rápida.