Depois de listar Marin, CPI da Máfia do Futebol vai ouvir pai de Neymar

O pai de Neymar deve comparecer à reunião para esclarecer questões contratuais da época da venda ao Barcelona, no ano de 2013

A CPI da Máfia do Futebol, que vem se reunindo na tentativa de ajudar a elucidar os esquemas de corrupção que vincularam à Fifa uma série de dirigentes do futebol sul-americano, planeja receber, nesta terça-feira, a presença de Neymar dos Santos.

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Depois de aprovar requerimento para o colegiado da CPI ir a Nova York colher os depoimentos de José Maria Marin, que cumpre prisão domiciliar, e J. Hawilla, também radicado nos Estados Unidos, os organizadores da comissão receberão o pai de Neymar e o presidente da Conmebol.

O pai de Neymar, responsável por gerir parte da carreira do filho, e também dar as ordens na N&N – empresa que cuida da imagem do craque -, deve comparecer à reunião para esclarecer questões contratuais da época da venda ao Barcelona, no ano de 2013.

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Há pelo menos uma temporada Neymar e sua família têm sido alvo de represálias do fisco espanhol, e também da Justiça brasileira, que chegou a penhorar alguns bens do craque em sinal de retaliação pelas irregularidades fiscais. Em fevereiro deste ano, o jogador depôs à Justiça na Espanha acompanhado do pai.

Além das reprimendas da Justiça, Neymar ainda é alvo de um processo movido pela DIS, grupo de investidores que detinha 40% de seu passe à época da negociação entre Santos e Barça. Os empresários, no entanto, admitem que os R$ 17,1 milhões repassados não correspondem, de forma integral, à porcentagem que lhes é de direito.

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Os rumores sobre uma possível sonegação de valores na transação aumentaram no último mês, quando um site especializado em questões do mercado europeu vazou alguns detalhes do contrato do jogador com o clube catalão, e os valores vistos ultrapassavam os R$ 187 milhões.

O convite a Neymar dos Santos dividiu opiniões entre os parlamentares. “Acho que isso não vai dar em nada porque eles – Neymar pai e Neymar filho – não vão colaborar em nada já que são funcionários da CBF. Eles não viriam aqui para falar nada contra”, defendeu o deputado César Halum (PRB-TO).

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Além do pai de Neymar, outra presença estudada pela comissão foi a do técnico Dunga, para tratar sobre contratos de convocações e outros aspectos organizacionais. Porém, a comissão julgou arriscado o comparecimento do treinador da Seleção à CPI às vésperas de torneios como a Copa América e os Jogos Olímpicos.

Conmebol também marcará presença – Em pleno processo de reestruturação, após a extradição de Eugenio Figueiredo aos Estados Unidos, a Conembol estará representada na CPI da Máfia do Futebol pelo presidente recém-empossado, Alejandro Domínguez.

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O mandatário, que no último mês recebeu a visita do presidente da Fifa, Gianni Infantino, vai tratar sobre as questões contratuais vinculadas às empresas, que despertaram as investigações movidas pela Justiça norte-americana desde maio de 2015.