Dados de celulares de Marin serão usados em investigação na Suíça

O vice-presidente da CBF é acusado de fraude, lavagem de dinheiro e conspiração envolvendo recebimento de propina

A Justiça da Suíça autorizou que o Ministério Público do país tenha acesso à cópia de dados dos dois celulares que foram apreendidos com o vice-presidente da CBF José Maria Marin, preso desde o dia 27 de maio, em Zurique. A decisão foi tomada na última quarta-feira (5).

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Após a cópia dos dados, os aparelhos serão enviados para os Estados Unidos, onde Marin foi acusado de fraude, lavagem de dinheiro e conspiração envolvendo recebimento de propina em acordos para a transmissão de competições como a Copa América e Copa do Brasil.

O brasileiro foi preso a pedido das autoridades americanas, que também solicitaram a sua extradição para o país. Não há até agora acusações divulgadas contra o cartola na Suíça.

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O Ministério Público do país europeu apura irregularidades na escolha das sedes das Copa de 2018 e 2022. O pleito aconteceu em 2010.

Autoridades suíças já apuraram mais de 100 casos suspeitos de lavagem de dinheiro, todos relacionados ao processo de escolha das sedes do Mundial.

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Extradição para os EUA

Preso há mais de dois meses na Suíça, Marin tenta evitar uma extradição para os Estados Unidos. O pedido das autoridades americanas já foi feito, mas a defesa do brasileiro contestou. A decisão em primeira instância sobre o recurso do cartola será tomada pela Justiça da Suíça até o final do mês de agosto.