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Covid-19: Bolsonaro diz que futebol pode voltar porque atletas têm baixo risco de morte

Presidente critica o que considera uma "campanha enorme de terror" feita junto à população sobre o impacto da Covid-19

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30 ABR 2020Por Folhapress10h35
Bolsonaro fez os comentários sobre a possibilidade de retorno do futebol profissional no país ao relatar conversas que manteve com o técnico do GrêmioFoto: Ivan Storti/Santos FC
A retomada do calendário do futebol no Brasil foi defendida pelo presidente Jair Bolsonaro durante a manhã desta quinta-feira (30). O chefe do Executivo usou o argumento de que por serem jovens e terem boas condições físicas, os jogadores profissionais têm risco pequeno de letalidade caso sejam contaminados pelo covid-19.
 
Bolsonaro destacou que a decisão não cabe ao governo, mas disse ainda que o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) devem recomendar para que os jogos retornem nas próximas semanas desde que sejam disputados sem torcida.
 
"Não sou eu que vou abrir ou não o futebol. No momento, existe muita gente do meio futebolístico que entende, que é favorável à volta. Porque o desemprego está batendo à porta dos clubes também. E com a idade jovem do jogador, caso seja acometido pelo vírus, a chance de ele partir para a letalidade é infinitamente pequena. Até pelo estado físico, pela rigidez do atleta", declarou o presidente, em entrevista à rádio Guaíba.
 
"Agora, ele [atleta] tem que sobreviver. Muita vezes, a gente tem o pensamento que todo mundo, os jogadores, ganham horrores. Não, a maior parte não ganha bem e precisa do futebol para sustentar a sua família. Estão passando necessidade", afirmou.
 
Bolsonaro fez os comentários sobre a possibilidade de retorno do futebol profissional no país ao relatar conversas que manteve com o técnico do Grêmio, Renato Portaluppi. Ele também disse ter falado sobre o assunto com o presidente da CBF (Confederação Brasileira do Futebol), Rogério Caboclo, e com Walter Feldman, secretário-geral da entidade.
 
"A decisão de voltar o futebol não é minha, não é do presidente da República, mas nós podemos colaborar", declarou.
 
Sobre as conversas com o técnico gremista, Bolsonaro disse que Renato lhe contou que a resistência à retomada do calendário também é compartilhada pelos jogadores, em razão dos riscos de contaminação. Em seguida, o presidente critica o que considera uma "campanha enorme de terror" feita junto à população sobre o impacto da Covid-19.
 
"Como se pudéssemos ficar livres do vírus. Como se o vírus fosse matar todo mundo. Esse vírus é letal para quem tem comorbidade e para quem tem idade avançada. Esses têm que ter cuidado todo especial", afirmou o mandatário.
 
"Eu já conversei com o Ministério da Saúde [para], no que depender de nós, dar um parecer nesse sentido, para que o futebol volte sem torcida. Parece que a Anvisa também vai dar um parecer neste sentido", concluiu.